Os desafios do necessário isolamento social no Brasil em casos de pandemia
Enviada em 29/09/2020
No limiar do século XIV, com o início das grandes navegações, houve a disseminação da peste bubônica que assolou o continente europeu. Nesse contexto, os fluxos migratórios e as rotas comerciais favoreceram a dispersão da pandemia. Consoante ao passado, os surtos pandêmicos da Covid-19 que ocorrem atualmente são similares, ao passo que ambas sucederam pelo fator da globalização. Desse modo, para contar o grande número de contágios e retardar a disseminação do vírus, é necessário implementar o isolamento social. Entretanto, essa tática apresenta desafios a serem superados, estando associados aos impactos econômicos e emocionais dos indivíduos.
Primeiramente, vale destacar que devido às medidas sanitárias propostas pela OMS (Organização Mundial de Saúde), grande parcela da sociedade brasileira compromete o seu bem-estar, ao passo que muitos trabalhadores não cumprem total ou parte do isolamento em virtude de terem empregos informais e, por conseguinte, não possuírem fontes alternativas de renda diante das restrições da quarentena. Desse modo, a população carente é impactada pelos desafios econômicos. Embora o Governo Federal tenha estabelecido um auxílio emergencial para as pessoas necessitadas, segundo o IBGE a taxa foi de 600,00 reais, a quantia ainda não supre a carência desse grupo e não abrange todos os membros que ele contém. Logo, os cidadãos se encontraram em um paradigma de morrer por conta do vírus ou morrer por falta de recursos básicos.
Por outro lado, vale abordar que, segundo o sociólogo Émile Durkheim, o suicídio se dá por fatores sociais, demonstrando que a falta de integração social é uma das principais motivações de um pensamento suicida. Em vista disso, o afastamento do convívio coloca em risco a saúde mental do brasileiro. Pessoas que antes tinham doenças mentais como depressão e ansiedade, durante essa pandemia, houve pioras no quadros. Além disso, o ser humano desde sua existência, interagiu com outrem. Assim, não é da natureza humana viver em solidão. Dessa maneira, gera um abalo psicológico, podendo afetar outras áreas da vida humana.
Portanto, para minimizar os desafios advindos do isolamento social, é necessário que o Ministério da Economia e o Governo Federal aumentem a taxa do auxílio emergencial e abranjam mais pessoas, de modo que os seus direitos básicos sejam contemplados. Dessa maneira, tal ação pode ocorrer por meio de economistas que auxiliem a possível distribuição desse recurso, isto pode ser divulgado pelos mecanismos midiáticos e, assim, serem distribuídos em bancos públicos. Para que assim, o impacto caudado pela quarentena diminua.