Os desafios do necessário isolamento social no Brasil em casos de pandemia
Enviada em 07/09/2020
Reestruturação social em quarentena
O ano de 2020 foi marcado pelo surgimento de uma pandemia que, de certa forma, reestruturou a organização mundial e o pensamento da sociedade. Medidas de prevenção foram tomadas, mas setores básicos e necessários à população devem ser mantidos mesmo nesta situação, exigindo que impasses na prestação desses serviços sejam analisados e solucionados.
Com o início da quarentena, o Ensino a Distância se tornou o principal meio de manter o aprendizado e obtenção de conhecimento dos alunos. Porém, além de problemas com o acesso à Internet no Brasil, é importante considerar que a distância entre o estudante e o professor pode gerar dificuldades no estudo, comprometendo a formação do educando.
Além do meio educacional, os setores de saúde também enfrentam um momento difícil. Em relação às doações de sangue, segundo a Associação Beneficente de Coleta de Sangue, a coleta sofreu queda de 30% no número de doações durante a quarentena. Caso os índices caiam ainda mais, a falta de bancos de sangue será a causa de muitas outras mortes.
Por fim, vale citar quadros como a ansiedade que, de acordo com a Organização Mundial da Saúde, pode se agravar neste período de isolamento. O aumento do nível do estresse não apenas de pacientes, como também de profissionais da saúde que performam função de extrema importância no combate à pandemia, é motivo de debates e de muita preocupação.
Sendo assim, o governo deve, por meio de acordos com a iniciativa privada, por exemplo, fornecer conexão à Internet para alunos em situação menos favorável, e que estes empenhem-se em sua formação. Melhores alternativas para dar assistência aos alunos devem ser buscadas pelas instituições de ensino. Quanto à saúde, cabe ao Estado a conscientização e incentivo à coleta de sangue, assim como promover e estimular a adesão da chamada telemedicina, como consultas e acompanhamento online.