Os desafios do necessário isolamento social no Brasil em casos de pandemia
Enviada em 07/10/2020
No filme " A Bela e a Fera" conhecemos a vida de Bela, uma menina do interior que almeja a cidade grande. Bela vive apenas com seu pai, Maurice, que as vezes vai até a cidade grande em busca de novos suprimentos e, todas as vezes, leva até Bela um rosa, flor favorita da menina. Durante uma dessas viagens à cidade grande e inúmeros contratempos, Maurice acaba por adentrar o castelo de Fera para coletar a rosa que tinha visto, mas Fera se revolta com o “roubo” e o aprisiona. Sem dúvidas o isolamento deixa Maurice visivelmente muito abalado, até mesmo mais ansioso. Logo, os malefícios e os desafios de um isolamento entram em ascensão.
Paralelo a isso, é possível sair da ficção e aplicar o conceito no momento tenebroso que assolou e ainda é contundente durante o ano de 2020. Em meio a pandemia do Covid-19 o sentimento que mais se prevaleceu na sociedade foi o medo, de se perder parentes, emprego, amigos, a própria vida. Diferentemente da França que ajudou economicamente seus cidadãos desde o primeiro momento, o Brasil demorou a tomar providências e isso fez com que muitas pessoas não pudessem se permitir fazer o isolamento, que é definitivamente a melhor maneira de prevenção. Em decorrência disso, o Brasil se consagra em número de óbitos, sendo o quarto país do mundo com mais mortes.
Dessa forma, é possível perceber que o isolamento é um grande privilégio escancarado da classe média/ alta da sociedade. No mês de setembro, muitos “barracos” pegaram fogo na Favela São Rafael, zona leste de São Paulo, e as próprias famílias e vizinhos que tiveram a iniciativa e coragem de começar a cessar o fogo. Os mesmos se encontram até hoje refazendo os “barracos”, juntos, sem a possibilidade de isolamento. Isso mostra além do descaso do governo, as dificuldades enfrentadas pelas minorias para se manterem adequados às normas de prevenção ao Covid-19 feitos pela OMS. Além disso, um estudo feito pela UERJ apontou que os casos de depressão dobraram desde o início da quarentena. Entre março e abril, dados coletados online indicam que o percentual de pessoas com depressão saltou de 4,2% para 8,0%. A partir disso vê-se que o isolamento traz tantos malefícios quanto benefícios à sociedade, analisando-se físico e mental.
Em virtude dos assuntos mencionados, pode-se inferir que é imprescindível que os prefeitos juntamente com os vereadores de suas cidades entrem em um acordo que englobe todas as classes do país, para que não se enfrentassem tantas dificuldades no combate ao Coronavírus. Desse modo, a pandemia poderia acabar com maior rapidez, tendo como finalidade a volta das atividades normais que tinha-se antes da pandemia. Sendo assim, a normalidade voltaria, com as mesmas dificuldades de antes, mas não com a angústia e incertezas que infestam o mundo atualmente.