Os desafios do necessário isolamento social no Brasil em casos de pandemia
Enviada em 29/10/2020
Na pandemia de 1918, a gripe espanhola deixou um saldo de cerca de cinquenta milhões de mortos, isso ocorreu pois diversas medidas profiláticas não foram aplicadas. Na atualidade, com a pandemia atual da COVID-19, diversos padrões preventivos foram executadas. Porém, essas normas fomentaram diversos problemas, como o aumento da violência doméstica, em que as mulheres sofrem abusos psicológicos e físicos, comprometendo o bem-estar populacional. Além disso, os jovens e as crianças perderam a maior parte do seu contato com o mundo e isso prejudicou o desenvolvimento social, estimulando o aparecimento de enfermidades como a ansiedade, mesmo que na juventude.
Em primeira análise, segundo dados do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, houve aumento de mais de 50% no número de denúncias acerca da violência doméstica desde que o isolamento social se iniciou, é notório que esses números expressam uma realidade presente em território nacional. Ademais, o público feminino está passando um maior período de tempo com seu agressor dentro de casa, consequentemente aumentando o número de ocorrências de violência física e psicológica, em que a mulher é agredida frequentemente e o terror psicológico está presente em sua mente em todos os momentos. Outrossim, as consequências são funestas, podendo-se citar a difusão do machismo e o desenvolvimento de enfermidades psíquicas na mente da vítima, como a síndrome do pânico.
Sob um segundo olhar, consoante com o pensamento de Aristóteles, em que o ser humano é um animal social, os jovens e as crianças são indivíduos extremamente comunicativos. Entretanto, com o início da quarentena, o contato com o mundo ficou comprometido, isso afetou diversas funções humanas, pois a socialização é fundamental para o desenvolvimento do cidadão. Dessarte, entre as medidas arruinadas, pode-se citar a fala e a virtude de escutar e compreender indivíduos com diferentes posicionamentos, isso também pode fomentar diversas maladias na psique infantojuvenil, como a ansiedade e a depressão, comprometendo o bem-estar do jovem e do adolescente.
Por tal prerrogativa, é de incumbência do Ministério da Mulher, Família e Direitos Humanos, promover medidas de segurança para o público feminino, por meio de números de emergência e aplicativos falsos, que fazem a denúncia de agressões secretamente, evitando que o instigador descubra de forma premeditada a denúncia, com o objetivo de reduzir os casos de violência doméstica em todo o território. Analogamente, o Estatuto da Criança e do Adolescente deve orientar os pais, para desenvolverem uma socialização online com as crianças e adolescentes, por meio de chamadas de vídeos com os colegas e amigos, sendo divulgado por meio de palestras nos centros comunitários e com a finalidade de garantir a socialização dos indivíduos e desenvolver o biológico infantojuvenil.