Os desafios do necessário isolamento social no Brasil em casos de pandemia

Enviada em 05/11/2020

Hodiernamente, o mundo passa por uma pandemia sem precedentes, causada pelo novo Coronavírus (Sars-Cov-2). Desse modo, é fulcral analisar os desafios do necessário isolamento social no Brasil, seja o atual, seja em possíveis casos novos de pandemias. Assim, urge a observância das medidas tomadas e de eventuais medidas que poderiam ter sido adotadas no Brasil.

Em primeiro lugar, cabe apresentar as vantagens e as desvantagens geradas pelo isolamento social para que se possa contrabalançar e, assim, chegar a um consenso prático, afinal, conforme ensina Jurgen Habermas, o debate, quando instruído pela razão lógica, torna-se salutar e obtém respostas e soluções viáveis. Diante disso, percebe-se como vantagens, o achatamento da curva de contaminação e, consequentemente do número de mortes num período curto, além de garantir uma melhor infraestrutura médico-hospitalar por mitigar a superlotação de leitos, um problema bastante nocivo à sociedade brasileira. Não obstante, é dialeticamente necessário elencar as desvantagens oriundas do isolamento, como brigas familiares, desemprego, depressão e obesidade. Logo, evidencia-se que há desafios do necessário isolamento social no Brasil em casos de pandemia.

Em segundo lugar, destaca-se as medidas tomadas por nações soberanas ocidentais que se assemelham em alguns fatores ao Brasil, como Argentina, os EUA e a República de Portugal. Nesse viés, pode-se afirmar que foi absolutamente desconexa e descentralizada a adoção de medidas no hemisfério sul, em um primeiro plano, e nas 27 unidades federativas brasileiras, noutro. Afinal, o globalismo de agências multilaterais internacionais, como a OMS, mostrou-se pouco assertivo e ineficaz. Ademais, no caso brasileiro, foi tutelada aos estados e municípios a competência para o enfrentamento - combate e prevenção - da pandemia do novo Coronavírus.  Sendo assim, é imperioso considerar que muitas medidas foram benéficas e eficientes e podem ser otimizadas para possíveis futuras epidemias e pandemias, como a obrigatoriedade do uso de máscaras, a redução de impostos para medicamentos e o isolamento social. Todavia, outras medidas foram ineficazes e só prejudicaram esse enfrentamento, como o rodízio veicular, e não devem mais serem consideradas futuramente.

Por fim, cumpre, ainda, destacar que para se alcançar um isolamento social eficaz e pleno, não se deve impô-lo abruptamente e sem informação aos brasileiros. Portanto, é fulcral que o Ministério da Cidadania deve mapear e considerar pontos críticos e sensíveis à sociedade brasileira, precipuamente a mais carente, como as famílias em favelas, regiões como o Norte e o Nordeste e pessoas em situação de rua, a fim de fornecer um portifólio injuntivo aos Ministérios da Saúde e da Economia para que se adote um isolamento que consiga lograr êxito e proteger a população do Brasil.