Os desafios do necessário isolamento social no Brasil em casos de pandemia

Enviada em 09/11/2020

A Peste Negra foi a pandemia maior e mais mortal que acometeu o mundo, iniciada na Europa no século XIV foi caracterizada pela alta mortalidade, e ter como vetor as pulgas presentes nos ratos que se espalharam pelo continente europeu por navios. Tal acontecimento configurou a crise da Baixa Idade média e fim do Feudalismo mudando para sempre o mundo humano. Por analogia, tem-se na contemporaneidade os reflexos  do isolamento social gerando um novo normal e mudando a sociedade novamente. Nesse prisma destacam-se o triste avanço do individualismo junto aos transtornos comportamentais. Diante disso, torna-se fundamental a discussão desses aspectos .       Precipuamente, é fulcral ressaltar um aumento no individualismo caracterizado, agora com normalidade, perante a situação de afastamento vigente. Segundo o sociólogo polonês Zygmunt Bauman, vive-se hoje a Modernidade Líquida, que é definida de forma crítica pelo autor que explica sobre as relações na atualidade, onde se caracteriza o extremo individualismo diante da fluidez presente nos vínculos humanos tendo como fatores agravantes o consumismo, superficialidade, redes sociais e desinteresse. Diante de tal ótica, há na pandemia uma intensificação dessa “liquidez”, por conta da falta de interações reais devido ao isolamento social, logo,  causam essa situação problemática individualista.

Além disso, é imperativo ressaltar uma das consequências desse individualismo intenso supracitado, é uma acentuação em transtornos comportamentais.Dessa forma, conforme mostra o jornal Globo, houve um aumento de 80% da ansiedade nos brasileiros durante a pandemia. Nesse sentido, o dado comprova os danos expressivos a saúde mental da população brasileira, infere-se que apesar do isolamento ser necessário para conter o avanço do vírus, a mudança radical e imediata no estilo de vida do mundo juntamente com o medo constante de ser contaminado e a impossibilidade de contato físico com as pessoas amadas dentre outros fatores causaram uma extensão de doenças comportamentais como depressão, ansiedade e afins.

Portanto, medidas exequíveis são cruciais para conter os avanços negativos para a saúde comportamental humana durante a pandemia, adaptando a saúde pública para o “novo normal”. Dessarte, com o intuito de mitigar as consequências negativas, necessita-se, emergencialmente, que o Tribunal de Contas da União direcione capital que, por intermédio do Sistema Único de Saúde (SUS), será revertido em uma campanha em prol da saúde mental da população, materiais didáticos, propagandas, psicólogos e psiquiatras.Desse modo, atenua-se a médio e longo prazo os impactos nocivos causados no comportamento humano pela pandemia.