Os desafios do necessário isolamento social no Brasil em casos de pandemia

Enviada em 15/01/2021

Durante a pandemia de COVID-19, o isolamento social infelizmente fez-se necessário, não só para que as pessoas, simplesmente, não se contagiassem, mas, principalmente, para que todas as pessoas não se contaminassem de uma só vez. O índice de contaminação da doença era muito alto e, se toda a população se contaminasse em um curto espaço de tempo, não haveriam leitos ou sequer qualquer tipo de estruturas hospitalares para atender a todos. No entretanto, as pessoas tiveram de lidar com novos desafios durante esse período de reclusão.

Em meio ao isolamento, onde toda a população, forçadamente, aderiu um novo modelo de vida, muitos comércios, empresas e restaurantes tiveram uma imprevista e grande redução em suas demandas. Muitos vieram a falência, outros precisaram demitir grande parte de seus funcionários e alguns precisaram apenas reduzir custos, sem grandes prejuízos. Em meio a uma adversidade global, o Brasil encerrou o mês de setembro de 2020 com quase 14 milhões de desempregados, segundo o site de notícias G1. A pandemia originou crise não só na saúde, como também na economia, política e até na educação, já que milhões de estudantes de todos os níveis precisaram se adaptar a um novo formato, e a eficácia da educação a distância é bem menor em relação a tradicional.

Todos os setores do trabalho foram afetados, mas principalmente, os prestadores de serviços que não podem ser realizados virtualmente, como foi o caso de faxineiras, motoristas de aplicativo e vendedores, por exemplo. Eram afetados se ficavam em casa, por não receberem dinheiro para o seu sustento e também eram afetados ao correr o risco da exposição a doença todos os dias quando saíssem de suas casas para trabalhar. Nesse contexto, o governo providenciou um auxílio no valor de R$ 600,00 por mês para pessoas nessas condições. Contudo, esse valor não foi o suficiente para muitas pessoas que precisavam sustentar suas famílias, o que fez com que esse trabalhador não pudesse ficar em casa gozando de saúde e segurança.

Não há alternativas a não ser ficar em casa, até que toda a população esteja completamente reeducada a esse novo modo de viver para que o mínimo de pessoas se contaminem. A conscientização deve vir através de campanhas promovidas por hospitais de prestígio em parceria com o governo federal/estadual sobre a importância do isolamento e sobre o quanto algumas pessoas precisam, bem mais que outras, sair de casa para o próprio sustento.