Os desafios do necessário isolamento social no Brasil em casos de pandemia
Enviada em 23/06/2021
Segundo Karl Marx, o homem é um ser sociável e não pode ser privado da sociedade. Com a pandemia do novo coronavírus, entretanto, a situação se tornou o oposto da natureza humana: o isolamento social passou a ser necessário à saúde biológica individual e coletiva, o que gerou grandes desafios à população, uma vez que o contato com outros humanos é essencial à preservação de uma vida saudável mentalmente, e, sem isso, o aparecimento de doenças mentais aumentaria exponencialmente.
Em primeiro lugar, é preciso entender essa natureza coletiva do ser humano. O filósofo Aristóteles, por exemplo, já reconhecia o ser sociável que era e a importância que a sociedade tinha na vida das pessoas, ao afirmar ser “um sujeito social por natureza”. Nesse sentido, torna-se importante a influência que o coletivo exerce na formação do caráter dos indivíduos, bem como a preservação de uma mente sã e equilibrada emocionalmente.
Desse modo, é natural que o isolamento social, provocado pela pandemia da covid-19, apresente alguns desafios. Isso porque, mesmo com a quarentena sendo totalmente contra a natureza humana apresentada por Marx e Aristóteles, as pessoas ainda precisam de contato umas com as outras. Por isso, a grande questão resvala em impactos negativos, pois a quarentena, de acordo com o portal da Fiocruz, proporcionou um aumento dos índices de depressão e ansiedade da população, além de ter afetado a maneira como todos interagem socialmente.
Portanto, o isolamento social, no Brasil, enfrenta desafios quanto à saúde mental da população. Nesse contexto, cabe ao governo oferecer serviços psicológicos gratuitos à toda a nação, por meio do SUS - Sistema Único de Saúde. Assim, o SUS daria conta de oferecer esses serviços sem custos aos brasileiros, os quais teriam mais acesso à sessões de terapêuticas. Em suma, tal intervenção seria benéfica à saúde mental das pessoas, tornando o isolamento social menos desafiador.