Os desafios do necessário isolamento social no Brasil em casos de pandemia

Enviada em 13/09/2021

Como disse o líder espiritual Dalai Lama: “É durante as fases de maior adversidade que surgem as grandes oportunidades de se fazer o bem a si mesmo e aos outros.” Relacionando ao momento de crise sanitária em que o Brasil e o mundo se encontram, o isolamento social se tornou uma das maiores armas para se combater o Corona Vírus, esse ato individual de cada cidadão tornou-se uma amostra de cuidado consigo e com o próximo. Entretanto, existem diversos percalços ao analisar a situação de cada grupo da sociedade. Nesse sentindo, é necessário analisar tal quandro, ligado intrinsecamente à disparidade de renda e à insuficiente ação do governo.

Em primeiro plano, deve-se ressaltar que de acordo com a pesquisa “Vidas salvas no Brasil pelo isolamento social”, mostra que ao menos uma vida é salva a cada 36 segundos pelo do simples fato de se permanecer em casa. Porém, como impor essa atitude a todos sem considerar que cada caso é diferente e que cada indivíduo apresenta diferentes necessidades. Nesse viés, a disparidade de renda da sociedade brasileira alicerça a não adesão do isolamento por todos, pesquisas da Unicef apontam que nove milhões de brasileiros deixaram de realizar alguma refeição por falta de dinheiro, o que faz a permanência dessas pessoas em suas residências serem praticamente impossível comparada com pessoas com maior representatividade econômica.

Ademais, a insuficiente ação do governo para ajudar os cidadães a aderir o benéfico isolamento, foi ao contrário com o que o povo precisava. Tendo como principal plano o auxílio emergencial, o governo foi falho ao distribuir o dinheiro, às vezes não chegando a quem realmente precisa e por ser obrigatório o uso de tecnologia para conseguir a ajuda, muitos da classe mais pobre da população ficou sem ter acesso à renda. As megafilas em plena pandemia que se formaram nas agências da Caixa Econômica Federal são retrato dessa tragédia. Por conseguinte, pais e mães de famílias não tem outra escolha a não ser se arriscar nas ruas atrás de emprego para ter comida na mesa, mostrando como a má distribuição desse plano foi crucial para o não isolamento e proteção devida da sociedade mais carente.

Pode-se perceber, portanto, que medidas públicas são necessárias para alterar esse cenário. O governo federal por meio do Ministério da Economia, deve lançar um novo plano de auxílio que visse atingir diretamente a quem precise, através do banco de dados do Cadastro Único para programas socais. No qual deve se considerar a quantidades de pessoas em cada residência e estipular o valor base por indivíduo que supra as necessidades de cada cidadão e não apenas a pessoa que se enquadre no projeto, com a finalidade de diminuir a necessidade de locomoção, mas garantido a subsistência de todos os brasileiros em qualquer parte do país sem prejudicar os mais “invisíveis” ao Estado.