Os desafios do planejamento familiar no Brasil

Enviada em 07/09/2019

O brasil possui atualmente uma taxa média de natalidade de 1,73 filhos por casal, sendo que a taxa de reposição ideal é de 2,1. Trata-se de um dado preocupante para a atual e futuras gerações. Entretanto, mesmo com baixas taxas de natalidade, convém analisar o contraoponto: A concentração das altas natalidades está dentro das grandes cidades, nas periferias, e no interior do país, nas áreas rurais. Diante disso, Nota-se a falta de uma atuação eficaz do Estado nesses lugares, onde urge a necessidade de um planejamento familiar e a prevenção da gravidez na adolescência.

Em primeira análise, encontra-se nas mazelas sociais um sentimento materno usurpado. As mães nas favelas se deparam com a falta de saneamento básico e de maiores oportunidades para seus filhos, perdendo-os assim, muitas vezes para doenças e também para a criminalidade. Nota-se então, o intuito de suprir a necessidade de criar esses filhos de forma plena e saudável, após a frustração, elas optam por ter mais. Entretanto, não dispõe de um planejamento, logo, exige uma assistência social, a qual pode orientar sobre os direitos de acesso disponibilizados gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Por exemplo, auxílios psicológicos, formas de planejar a família bem como os métodos de prevenção – a vasectomia é uma ótima saída, visto que, é um procedimento rápido e eficaz.

Nesse âmbito de ausência de informação e assistência, adentra-se na problemática da gravidez precoce. A taxa de adolescentes grávidas no Brasil é de 62 a cada mil, esse índice está acima da média mundial, de 44 a cada mil, segundo a Organização das Nações Unidas. Adolescentes ao engravidar, têm a responsabilidade de gerar e reger uma vida, causando um detrimento em seu próprio futuro, pois acomete suas possíveis escolhas e afeta sua saúde psicológica. Ademais, o despreparo físico aumenta a chance de abordo espontâneo, potencializa nascimentos prematuros e os bebês em geral têm um peso baixo.

Diante o exposto, é essencial que o Estado e a população tomem nota destes impasses. Cabe às instâncias gestoras do SUS corroborar para a excelência da assistência social em áreas rurais e periferias, agindo portanto, na raiz do problema. Por conseguinte, o papel da família, análogo ao Instituto da Criança e do Adolescente, é quebrar o tabu através da conscientização acerca da educação sexual, com diálogos e palestras para prevenir uma gravidez indesejada nas jovens. Assim, haverá um grande passo para a real importância do planejamento familiar ser reconhecida e o problema possível de ser sanado.