Os desafios do planejamento familiar no Brasil
Enviada em 17/10/2019
Para as mulheres e seus parceiros, há sempre a possibilidade de que uma gravidez imprevista suja. Tais cenas são marcadas pelo espanto e pela ansiedade e, em 2016 com financiamento do Ministério da Saúde, uma pesquisa revelou que 46% das gravidezes são acidentais e seguem este padrão emocional. Dois anos depois dessa pesquisa, o nosso país em fim disponibilizou anticoncepcionais de diversos tipos em todos os municípios da nação. Uma década já se passou desde esse marco e, nos tempos atuais, não é possível argumentar que a falta de recursos e ferramentas é uma das causas da gravidez não planejada. Estes eventos tão velhos quanto a humanidade são, hoje, causados primariamente por irresponsabilidade humana.
Neste ano de 2019, seria difícil encontrar uma pessoa, homem ou mulher, que não esteja ciente da relação causal entre o sexo e a gravidez, ou mesmo da existência e disponibilidade abundante de meios anticoncepcionais. Apesar de suas falhas, nossas escolas, família e sociedade conseguiram adequadamente transmitir grande parte, senão todas as informações relevantes deste tópico à juventude e à população geral.
Portanto, a conclusão razoável a ser aqui alcançada é que o principal fator por trás do supracitado número de gravidezes é a simples falta de cuidado. Em defesa dos indivíduos em questão, no entanto, é necessário apenas um encontro sexual desprotegido para ocasionar a fertilização de um óvulo e o desejo sexual é uma das maiores forças conhecidas pelo homem. Não obstante, a não realização dos sacrifícios necessários para evitar um resultado negativo concretamente previsto continua constituindo um fracasso pessoal, especialmente com a quantia de alertas ao nosso redor e quando os sacrifícios em questão se resume a aquisição e uso de itens baratos e amplamente presentes.
Com isso, torna-se evidente a necessidade da reiteração detalhada dos danos que uma gravidez indesejada pode causar a todos os envolvidos a fim de amedrontar-nos a maiores níveis de diligência e vigilância. Para tal, o Estado deve solicitar a participação de reconhecidos canais de comédia do YouTube e suas equipes na elaboração de curta-metragens humorísticos que tratem deste tema. Eles devem, então, ser veiculados em horário nobre nos principais canais de TV e disponibilizado na plataforma citada. Esta iniciativa atrairia atenção pelo pareamento do Estado com comediantes e realçaria a importância da ereção de precauções contra a gravidez imprevista.