Os desafios do planejamento familiar no Brasil

Enviada em 25/05/2020

A falta de métodos anticontraceptivos impossibilitava o planejamento familiar até a metade da década passada. Mas com o surgimento dos anticoncepcionais, as mulheres receberam, em suas mãos, o prêmio de regular o próprio destino da família. Agora, elas podem escolher o momento certo para ter seus filhos. Porém, segundo o Jornal Online G1, a baixa condição financeira de muitas mulheres brasileiras as leva a uma dificuldade no acesso a esse tipo de medicamento. Por isso, foi lançada, em 1996, uma lei que assegura ao povo o direito ao planejamento familiar. Com isso, em 2007, o acompanhamento médico e a oferta de oito tipos de métodos de prevenção contra gravidez passaram a estar disponíveis para todos os cidadãos, ainda de acordo com o Jornal.

Nesse âmbito, a taxa de fecundidade da mulher diminuiu bastante, conforme o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). Como afirmou o instituto, em 1999, a taxa de fecundidade era de 2,33. Já em 2015, ela era cerca de 1,7. Esses dados confirmam que o acesso aos métodos preventivos de gravidez está democratizado e que as políticas do Governo, direcionadas ao planejamento familiar, estão sendo efetivas. Contudo, uma informação que chama atenção é que os índices de fecundidade não estão sendo reduzidos em mulheres entre 10 à 14 anos, como mencionou a Agência Universitária de Notícias (AUN) da USP.

Nesse aspecto, meninas nessa faixa etária continuam tendo a mesma quantidade de filhos, o que gera uma série de impasses de saúde pública, como o aborto, em conformidade com a AUN. Diante disso, é nítido que o Estado precisa fortalecer o campo das pesquisas sociais para entender o porquê que a redução do número de filhos não está ocorrendo entre essas jovens, além de criar políticas públicas eficazes, com o objetivo de mobilizar esse público a ter menos filhos.

Nesse caso, portanto, o Ministério da Saúde, juntamente com o Ministério da Educação e as faculdades de medicina, deveria criar um projeto de extensão, a fim de realizar palestras semanais em escolas e em comunidades carentes, para informar aos adolescentes entre 10 à 14 anos (meninos e meninas), com uma linguagem extremamente acessível, a importância do uso de anticoncepcionais para prevenir uma gravidez precoce. Além disso, as palestras também abordariam os impactos negativos causados pela concepção indesejada e adiantada na vida dessas pessoas, como aborto e interrupção da vida escolar, bem como disse a AUN. Assim, os moços e moças dessa idade passariam a entender a importância do planejamento familiar para suas vidas e, dessa forma, o realizariam com mais acurácia e seriedade.