Os desafios do planejamento familiar no Brasil
Enviada em 28/05/2020
Os desafios do planejamento familiar no Brasil é um tema fundamental para a sociedade e merece ser estudado sob dois aspectos: a gravidez precoce e não planejada na adolescência, suas causas e consequências; e de que forma isso impacta toda a sociedade.
Primeiramente, é necessário destacar que segundo a Organização das Nações Unidas, o índice de adolescentes e jovens grávidas é alto no Brasil. São 62 grávidas para cada grupo de mil, nas idades de 12 a 19 anos. Esses números demonstram que, embora haja uma grande variedade de métodos contraceptivos disponíveis no país, como preservativos, anticoncepcionais, pílulas e contraceptivos de emergência, esses métodos não estão sendo eficazes. Isso demonstra que a origem do problema pode ser tanto uma questão familiar, em que os jovens não querem revelar aos responsáveis que já possuem uma vida sexual ativa e precisam de orientação e dinheiro para a prevenção, quanto uma questão educacional, em que falta informação sobre a existência desses métodos.
Desta forma, o que se vê são pais despreparados para a maternidade, alto índice de aborto, e um número grande de mães solteiras. Há também perdas para todos os envolvidos: para os pais, que serão privados de sua juventude para dedicarem-se aos cuidados da criança e prover suas necessidades; mães, que muitas vezes abandonadas precisarão assumir sozinhas os cuidados da criança; as crianças, maiores vítimas e privadas de uma família estruturada. Já para a sociedade, o resultado tende a ser como um elo de uma corrente, cujo resultado a longo prazo pode ser, entre outros, o alcoolismo, o uso de drogas e, consequentemente, formas ilícitas de ganhar dinheiro, ensejando uma retroalimentação do problema.
Diante do exposto é possível concluir que a solução passa pela popularização e debate do tema no seio das famílias, com uma melhor preparação dos pais para que estes atuem na educação sexual de seus filhos. Isso pode ser fomentado através do debate comunitário, igrejas e campanhas nas empresas, por exemplo. E cabe uma atuação mais direta do poder público, que vise, além de educar através de campanhas, acessibilizar os métodos contraceptivos, principalmente aos mais carentes e que não possuem plano de saúde.