Os desafios do planejamento familiar no Brasil
Enviada em 31/05/2020
Obstáculos que dificultam o planejamento familiar
No Brasil, é notório que a densidade demográfica está aumentando a cada ano. Segundo o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), o crescimento desenfreado da população pode acarretar no agravamento da pobreza, na escassez de recursos naturais, na recessão econômica, entre outros. Nesse contexto, percebe-se que todos os indivíduos deveriam ter fácil acesso aos métodos de planejamento familiar, no entanto, não é o que ocorre. O sistema público de saúde precário e a limitada educação sexual para jovens são fatores que contribuem para o aumento da quantidade de brasileiros.
De acordo com o site de pesquisas G1, mais da metade da população brasileira pertence a classe baixa ou média. Isso faz com que muitos indivíduos não tenham possibilidade de ter um plano de saúde e sejam forçados a procurar atendimento em instituições Estatais. Entretanto, como consequência da má administração de grande parte dos hospitais e clínicas, destinados a amparar gratuitamente a sociedade, o povo brasileiro não recebe o devido auxílio para planejar uma família. O longo tempo de espera por consultas destinadas a vasectomias e laqueaduras e a falta de anticoncepcionais, são alguns fatores que, em caso contrário, deveriam equilibrar a natalidade, porém, contribuem para o descontrole.
Além disso, a precária educação sexual, que a maioria dos jovens recebem, desfavorece o planejamento de filhos na vida adulta. Conforme uma nota divulgada pela Pesquisa Nacional de Demografia e Saúde da Criança e da Mulher (PNDS), de todas as mulheres que engravidam, 46% não desejam ter um bebê naquele momento. Um dos principais motivos para essa porcentagem ser tão significante é o fato de muitas escolas, igrejas e, especialmente, famílias, evitarem dar as informações necessárias, para crianças e adolescentes, a respeito de métodos contraceptivos, como preservativos, pílulas e procedimentos médicos, que possam impedir uma futura gravidez.
Ao analisar os aspectos supracitados, fica evidente a necessidade de uma solução. Logo, é preciso que o Governo invista, com mais apreço, na saúde pública, aperfeiçoando o sistema de consultas e cirurgias, tornando-o mais ágil, e disponibilizando uma quantidade suficiente de preservativos para atender a todos. Além disso, familiares e instituições que auxiliam na educação dos jovens devem alerta-los sobre os riscos que uma gravidez indesejada pode causar e ensina-los sobre contracepção e a importância de planejar uma família. Dessa forma, todos terão fácil acesso aos meios de estruturar suas vidas e isso poderá evitar o agravamento da superpopulação brasileira.