Os desafios do planejamento familiar no Brasil
Enviada em 04/12/2020
Entre tanto direitos assegurados pela Constituição de 1988, consta o direito fundamental ao planejamento familiar. O que se observa, contudo é uma grande diferença entre teoria e prática, seja pela desigualdade social e falta de instrução, seja pela necessidade de novos métodos, os brasileiros são diariamente desrespeitados em relação ao cumprimento dessa garantia constitucional, razão por que o Estado deve agir imediatamente para solucionar esse problema.
Nesse sentido, vale ressaltar que, segundo dados do IBGE, cerca de 13,5 milhões de pessoas vivem com uma renda per capta abaixo de 145 reais mensais, o que configura que essa parcela da população vive na extrema pobreza. Com isso, o planejamento familiar fica inacessível para os que mais precisam, já que nas classes menos abastadas de dinheiro, falta educação sexual nas escolas e no âmbito familiar, tornando jovens e adolescentes vulneráveis a gravidez precoce e como IST’s. Desse modo, é notório a necessidade da universalização do uso de meios contraceptivos em toda a sociedade.
Além disso, o aborto ainda é tratado como um tabu, mas deveria ser analisado com normalidade, tendo em vista que o abortamento já é realizado, entretanto, apenas por mulheres que possuem dinheiro. Com essa realidade, a efetivação do aborto a todas as classes é fundamental, pois com esse direito negligenciado, aumenta o número de crianças em situação de rua, trabalho infantil, analfabetismo e compromete a segurança pública.
Portanto, ao considerar a situação atual, cabe ao Governo em parceria com as escolas, promover a educação sexual no ensino médio e fundamental, por meio de aulas que terá como intuito ensinar e tirar as dúvidas dos jovens sobre o uso de meios contraceptivos, que trará, dessa forma, a autonomia na decisão da hora de ter um filho. Consequentemente, irá influir em uma sociedade menos desigual e mais responsável.