Os desafios do planejamento familiar no Brasil
Enviada em 17/09/2021
Segundo o pensador e economista inglês Thomas Malthus, a população aumentaria exponencialmente ao longo dos anos após a Revolução Industrial, o que faria com que os recursos naturais ficassem escassos e grande parte da humanidade fosse extinta. No entanto, com o surgimento de inúmeras tecnologias que impulsionaram a produção de alimentos e a difusão de diferentes métodos contraceptivos, essa teoria não se concretizou, embora tais inovações não tenham chegado igualmente a todos os lugares, fazendo com que muitas crianças nasçam sem ter o suporte adequado. Desse modo, é fundamental orientar os brasileiros acerca da importância do planejamento familiar, imṕedindo, assim, gestações indesejadas por desconhecimento das maneiras de se evitar uma gravidez.
Primeiramente, é fato que a desinformação acerca desse assunto é muito comum no Brasil, sobretudo por jovens pobres, de periferia ou do interior, carentes de atenção pelo Estado. Nesse âmbito, a falta de educação sobre biologia e sexualidade nas escolas, principalmente em instituições públicas de ensino básico que não possuem boa estrutura pedagógica, dificulta a adoção de contraceptivos desde o início da vida sexual. Por esse motivo, não basta apenas o oferecimento gratuito de preservativos, pílulas ou injeções contraceptivas se não houver a orientação acerca necessidade da utilização desses métodos.
Além disso, a inexistência ou pouca frequência de conversas no âmbito familiar sobre o tema aumenta esse desconhecimento. Nesse sentido, o tratamento dessa questão como tabu é extremamente prejudicial e pode trazer consequências para o futuro como, por exemplo, a gravidez na adolescência e os problemas decorrentes disso, sendo eles conflitos familiares, abandono escolar e problemas psicológicos para a futura mãe. Logo, o abondono da juventude em prol da maternidade não é nada benéfico e pode ser evitado com diálogos claros entre pais e filhos.
Portanto, é preciso que haja a disseminação do entendimento acerca de como planejar e prevenir a chegada de filhos. Para tanto, cabe ao Ministério da Educação realizar uma ampla campanha em prol do plabejamento familiar, com a promoção de peças publicitárias veiculadas na internet e na televisão que incentivem os pais a iniciarem uma discussão com seus filhos sobre sexualidade e contracepção. Além disso, tal campanha deverá ampliar os debates nas escolas públicas, sobretudo as que se situam em locais mais carentes, a partir da promoção de palestras que abordem o tema, com uma linguagem atraente e acessível, com especialistas, dentre eles médicos, psicólogos e professores, Sendo assim, os jovens saberão desde cedo se cuidarem quanto a gravidez indesejada e sobre como ter acesso aos contraceptivos.