Os desafios do planejamento familiar no Brasil

Enviada em 16/11/2021

No filme “Viúva Negra”, da Marvel, os pais de Natasha e sua irmã adotiva são espiões russos infiltrados nos Estados Unidos, que precisam sustentar uma família falsa para não serem descobertos. Ao longo do filme, percebe-se o despreparo dos adultos para educar as crianças e os efeitos desse ato no futuro das meninas. No entanto, a ficção não é diferente da realidade, uma vez que muitos indivíduos formam famílias sem planejamento algum. Dessa forma, é evidente que a problemática cresce não só devido à falta de auxílio do Governo, mas também a educação precária do Brasil.

Em primeiro lugar, cabe analisar a ausência de medidas governamentais para combater o despreparo familiar. Segundo Thomas Hobbes, o Estado deve assegurar o direito dos indivíduos, eliminar as condições de desigualdade e, assim, promover a coesão social, entretanto, isso não ocorre no Brasil. Conforme pesquisas do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, 35% das famílias brasileiras não têm acesso a saneamento básico, emprego e moradia de qualidade. Diante disso, essa ineficiência pode ser explicada pela falta de auxílio do Governo nas comunidades mais pobres, onde a baixa qualidade de vida é comum.

Além disso, a educação precária também pode ser apontada como promotora do problema. Muitos jovens não têm conhecimento adequado sobre educação sexual e uso de anticoncepcionais, nesse caso, esses indivíduos formam famílias acidentalmente e sem planejamento. Consequentemente, diversas crianças nascem em um ambiente de baixa perspectiva, o que influencia de maneira elevada no futuro delas.

Portanto, conclui-se que medidas severas devem ser tomadas para evitar o desenvolvimento do problema. É necessário que o Ministério da Saúde auxilie indivíduos de comunidades mais pobres, por meio da distribuição de camisinhas com o intuito de proteger a saúde das pessoas e impedir a gravidez indesejada. Ademais, o Ministério da Educação deve implementar a educação sexual nas escolas, através de palestras, e fazer campanhas nas redes sociais com o objetivo de levar informação a mais pessoas.