Os desafios dos professores em tempos de quarentena

Enviada em 14/08/2020

O filme “Escritores da liberdade” retrata os desafios de uma professora ao ensinar alunos violentos de uma escola pobre. Fora da ficção, a temática abordada no filme assemelha-se à realidade atual, visto os desafios dos professores ao lecionar durante a quarentena. Nesse contexto, cabe analisar que dentre os principais obstáculos enfrentados estão a falta de estrutura e o estresse psicológico, o que pode gerar problemas como depressão.

Primeiramente, cabe ressaltar que a falta de estrutura didática dificulta o ensino à distância. Nesse ínterim, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, 1 em cada 4 brasileiros não tem acesso à internet. Dessa forma, é indubitável que a má acessibilidade aos recursos tecnológicos prejudica o ensino durante o isolamento social decorrente da pandemia de Covid-19. Logo, inegavelmente, tal cenário prejudica a aprendizagem dos alunos , o que é alarmante.

Outrossim, o estresse psicológico, resultante das mudanças nas formas de ensino, pode acarretar problemas psicológicos. Nesse sentido, vale salientar que de acordo com dados levantados pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro, os índices de depressão quase duplicaram durante a quarentena. Diante disso, infere-se que a pressão de reinventar o modo de lecionar culmina em cansaço exacerbado, que leva a distúrbios como depressão. Desse modo, tal panorama compromete a saúde mental dos profissionais da educação, o que é inaceitável.

Dessarte, tal conjuntura se mostra obstáculo no âmbito educacional no contexto da pandemia. Portanto, o Ministério da Educação deve investir em infraestrutura informacional, por meio de recursos tecnológicos didáticos, a fim de minimizar a problemática. Ademais, o mesmo ministério deve fornecer auxílio psicológico aos professores, por intermédio de palestras online com profissionais da área, com intuito de diminuir os desafios enfrentados pelos educadores. Assim, tais propostas devem atender a todos os municípios, para que “Escritores da Liberdade” não reflita o país.