Os desafios dos professores em tempos de quarentena

Enviada em 24/08/2020

Em tempos de quarentena diversos são os desafios para uma população. Para os professores não é diferente, eles carregam a responsabilidade de repassar seus conhecimentos em um país que já enfrenta problemas no sistema de ensino. Ainda mais durante uma pandemia, surge mais dificuldades como: adaptação as tecnologias, falta de contato direto com os discentes, alteração na rotina de trabalho. Por isso é necessário discutir como melhorar o ensino do Brasil e definir estratégias alternativas para a situação de isolamento social.

Em primeiro lugar, há falta de familiaridade como ambiente virtual. A professora de História Marta, que ministra no Ceará, relata que a falta de prática no essa tecnologia gera nos professores insegurança, eles têm dificuldades para tornar as atividades atrativas e didáticas. E a cobrança dos pais fizeram com que muitos tivessem que se adaptar em questão de dias. É ainda pior com a falta de contato com os alunos, pois não tem como ter certeza que estão aprendendo.

Outro problema é que as horas de trabalho ficam diluídas. A rotina da escola mudou, e há dificuldade em separar as atividades do trabalho com as necessidades pessoais. Muitos acham difícil mensurar as horas exatas de trabalho, pois é complicado a organização com alunos os constatando em diversas horas, inclusive em horários alternativos como à noite. Além de aumentar o horário de preparação das aulas e de ter um obstáculo ao acompanhar os alunos que são desprovidos de internet em casa.

Fica claro, portanto, que o ensino brasileiro é frágil e fica ainda mais em uma situação de quarentena. Primeiro, os governadores precisam trabalhar em conjunto com os municípios para encontrar os alunos que não tem acesso a internet, então o poder executivo precisa liberar dinheiro para que esses alunos sejam incluídos no sistema virtual. Além disso, os professores precisam receber apoio psicológico e qualificação tecnológica, por meio de uma parceria entre o Ministério da Saúde, ONG’s e faculdades de psicologia e tecnologia. Só assim o ensino do Brasil não vai parar.