Os desafios dos professores em tempos de quarentena
Enviada em 14/08/2020
No mês de março do ano de 2020 com a chegada do Covid-19 ao Brasil, muitas atividades foram suspensas por meio do isolamento social, e entre elas as aulas presenciais. Com isso, foram tomadas medidas de educação Ead - no qual professores e alunos tiveram que “reinventar” a educação. Embora as aulas tenham continuado em grande parte do país com o novo método, tem sido difícil para os educadores buscarem formas alternativas de ensino e também separar a vida pessoal da profissional.
A princípio, nas aulas presenciais os professores sempre buscam novos meios de interação com os discentes, mas quando se trata de aulas online isso se torna um desafio. Essa dificuldade se dá pela falta de persistência dos alunos em focar nos estudos, o acesso à internet limitado - dados do IBGE mostram que apenas cerca de 30% dos brasileiros possuem internet em casa - e também a desqualificação de muitos docentes na área tecnológica. Todos esses fatores em conjunto colaboram na ineficácia do ensino Ead, e isso pode ser comprovado com a opinião de 85% dos professores de São Paulo que dizem que os alunos aprendem menos na pandemia, segundo uma pesquisa da USP.
Outro problema é a mistura da vida particular e a profissional dos educadores em um mesmo ambiente. Esse fato é evidente quando se trata de ter uma família e compromissos dentro de casa, dessa forma, os professores possuem mais dificuldades em se concentrar nas atividades quando no horário de expediente tem crianças por perto e total responsabilidade com os afazeres domésticos. Esses compromissos em tempos de pandemia exigem cada vez mais de todos, pelo fato de não poder ter em casa uma babá ou empregada disponível, e assim se cria uma sobrecarga nos docentes junto à pressão psicológica que sofrem.
Diante de tais situações, é preciso que medidas em benefícios aos professores sejam tomadas, pois para oferecer uma educação de qualidade é necessário uma boa saúde mental e disponibilidade de métodos alternativos. Sendo assim, é dever do Ministério da Educação oferecer um apoio psicológico aos docentes, pois o lado emocional tem total influência com o desempenho profissional. Esse apoio deve ser oferecido por meio da contratação de mais psicólogos nas escolas para que possam conseguir atender a demanda de oferecer ajuda à todos profissionais e alunos.