Os desafios dos professores em tempos de quarentena

Enviada em 14/08/2020

“Quem ensina aprende ao ensinar. E quem aprende ensina ao aprender”, deste modo, segundo Paulo Freire, para se ter uma educação de qualidade devesse criar um laço estreito do professor com o aluno. Entretanto, os educadores, vêm tendo dificuldade em criar esses laços. Tal fato se deve a pandemia do coronavírus e, a necessidade do isolamento social. Por consequência, as aulas presenciais estão suspensas em todo território brasileiro sendo realizadas via EAD, ou seja, a distância, causando um sobrecarregamento nos professores.

Inicialmente, vale ressaltar a importância do isolamento social a fim de, conter a propagação do vírus e garantir a segurança de todos. Entre os problemas enfrentados, está a dificuldade em garantir o acesso as tecnologias -computadores, tablets, internet-. Vale ressaltar que, a maior parcela dos domicílios brasileiros não possui este acesso -sendo 58% sem computadores e 33% a internet-, segundo o Comitê Gestor da Internet no Brasil (CGI.br). Como resultado, os professores, vem enfrentado dificuldades para administrar as aulas, criar os laços e, garantir que todos tenham o acesso à educação de qualidade, como demonstra o estudo do programa USP Cidades Globais, onde os profissionais acreditam haver baixa no aprendizado dos estudantes.

Outrossim, já aflitos e esgotas pela pandemia, os professores, além de administras as aulas e se esforçarem para garantir o acesso dos estudantes as mesmas, lidam com as tarefas e desafios do dia a dia, como ilustrado por Jaime Guimarães em suas postagens no blog Grooeland. Como consequência do aumento de stress, ansiedade, a sensação de incapacidade -uma vez que não conseguem atender a toda demanda desumana de atividades-, podem vir a desenvolver problemas graves de saúde como a síndrome de Burnout. Tal fator tende a sobrecarregar ainda mais o sistema de saúde do país, este que já se encontra no limite de operação e, dificulta o processo de ensino aprendizagem, causando diversos impactos sociais – na saúde e educação-.

Logo, medidas devem ser tomadas a fim de minimizar os impactos na vida dos professores. Portanto, cabe ao MEC, juntamente com as instituições de ensino, elaborar um novo calendário escolar, diminuindo a carga horária das aulas e dos professores. Tal ação tende a minimizar o esgotamento causado pelo isolamento e pelo excesso de atividades, prevenindo assim que venham a desenvolver problemas de saúde, esgotamento mental e físico. Além disso, cabe aos grandes meios de entretenimento e televisivos, proporcionarem, juntamente com profissionais da saúde, conteúdos informativos, sobre saúde mental e meios de manter o controle emocional e mental – técnicas de respiração e vídeos motivacionais-, ajudando assim a minimizar os sintomas sofridos.