Os desafios dos professores em tempos de quarentena

Enviada em 14/08/2020

A pandemia causada pelo Sars-cov-2 promoveu profundas mudanças nas relações sociais, inclusive na forma de se fazer educação. Com isso, os docentes tiveram que se adaptarem para dar continuidade ao processo educacional neste momento de quarentena. Assim, inúmeros foram os obstáculos que surgiram tais como: falta de infraestrutura de alguns estudantes e perca da função socializadora da escola devido o distanciamento social. Logo, os desafios enfrentados pelos professores devem ser trabalhados para que se possa alcançar uma educação de qualidade.

É oportuno, a princípio, analisar a falta de estrutura essencial nas residências de grande parte dos discentes, fato que pode resultar na exclusão de alguns. Neste viés, a existência de recursos mínimos como acesso à internet, disponibilidade de smartphone, tablet ou notebook por todos os alunos deve ser prioridade, caso contrário todos os esforços dos professores se tornarão ineficazes. Deste modo, torna-se hodierno o pensamento de Habermas ao dizer que incluir não é só trazer para perto, pois se faz necessário crescer junto com o outro.

Além disso, a capacidade das escolas de acolherem os alunos e se tornarem um ambiente de socialização foi prejudicado devido ao distanciamento social. Desta forma, o processo de aprendizado pode ser prejudicado pela falta do contato interpessoal, pois como bem afirmou Aristóteles o homem é um ser social. Assim sendo, a quebra brusca e repentina desse espaço socializador pode desencadear em comportamentos poucos produtivos por parte dos alunos. Portanto, os desafios dos professores em tempos de quarentena devem ser trabalhados e superados para que se possa alcançar a função social da educação.

Para tanto, o Ministério da Educação deve criar comissões, em todas as esferas do ensino, para identificar falta de estruturas essenciais por parte dos alunos, possibilitando assim que todos tenham acesso ao ensino, conforme prevista na constituição de 1988. Contudo, a criação de ambientes coletivos, que atendam as medidas sanitárias, deve ser objetivada para que se possa aos poucos reaproximar os discentes.