Os desafios dos professores em tempos de quarentena

Enviada em 16/08/2020

A nova sala de aula

A pandemia do Coronavírus trouxe muitas mudanças para o mundo da educação, tanto para professores quanto alunos tiveram que enfrentar uma realidade totalmente nova e inesperada, que teve consequências boas e ruins. Por um lado, o ensino a distância é mais prático e permite o estudante ter mais autonomia. Porém, muitas pessoas não conseguiram se adaptar por conta das dificuldades de conciliar tarefas de casa com estudos além da falta de acesso a internet.

“Ensinar não é transferir conhecimento, mas criar possibilidades para sua própria produção ou sua própria construção”, Paulo Freire. Alguns anos atrás o método de ensino dos professores era muito limitado, sendo somente um quadro e alguns gizes. À medida que o tempo foi passando, isso foi mudando e nesse momento e quarentena a mudança foi brutal, educadores têm a possibilidade de trazer muito mais conteúdo para suas aulas com vídeos, reportagens, filmes, documentários e muito mais, apresentando para os alunos um mundo muito maior. Como dito por Paulo Freire, possibilitando a própria produção e construção deles.

No entanto, somente algumas pessoas foram privilegiadas de ter ensino a distância durante a pandemia. De acordo com o site Agência Brasil, “4,8 milhões de crianças e adolescentes, na faixa de 9 a 17 anos, não tem acesso à internet em casa” o que torna o ensino cada dia mais desigual. E além desse problema, outro fator que afeta muito as aulas é a baixa socialização entre professor e aluno, o que pode levar o estudante a se distrair muito fácil e fazer com que o seu desempenho caia. Conforme dados de Institutos de Estudos Avançados da USP, 85% dos professores de SP acreditam que estudantes aprendam menos na pandemia e 70% se sentem aptos a dar aula, mas ainda inseguros.

Em síntese, o Ministério da Educação deveria fazer o máximo para garantir que os alunos tenham acesso a internet para conseguir ter aula virtual a partir de um programa com internet para para quem necessite. Além disso deveria dar cursos de softwares educativos para professores conseguirem ensinar melhor e com mais segurança. Essas atitudes são de extrema urgência, umas vez que se os alunos de escolas públicas continuarem sem estudos, a desigualdade irá se alastrar como nunca nos próximos anos.