Os desafios dos professores em tempos de quarentena

Enviada em 16/08/2020

No filme “Capitão Fantástico”, é retratada a história de Ben Cash, um pai viúvo cria seis filhos na floresta, longe da civilização e das influências negativas da sociedade. Porém, há um momento de ruptura em que os filhos desejam conhecer a cidade para poder estudar. Infelizmente, essa situação não se resume às telas, sendo a realidade de vários brasileiros que tem ter mais acesso a internet para estudar.

É notório que, diante do cenário que estamos vivenciando, os desafios são gigantes para a educação como um todo e para os professores em particular. O mundo está se transformando e não voltaremos “ao normal”, pois o normal será uma nova realidade, muito diferente do que estávamos vivendo até a pandemia da covid-19. O mundo, provavelmente, não será o mesmo. A educação e os professores também não. Em princípio, cabe analisar o conceito do sociólogo Émile Durkheim, em que “É preciso sentir a necessidade da experiência, da observação, ou seja, a necessidade de sair de próprios para aceder à escola das coisas, se as querer conhecer e compreender.”

Entretanto, a Constituição Federal de 1988 diz que tem que ter maior dignidade humana. Dessa maneira, um levantamento feito pelo Instituto de Estudos Avançados da USP revelou que 85% dos educadores do estado de São Paulo acreditam que os alunos estão aprendendo menos ou muito menos do que aprendiam antes da pandemia. A avaliação compara o atual formato de aulas mediado pela tecnologia com o modelo regular. A pesquisa foi realizada pelo programa USP Cidades Globais e contou com a participação de cerca de 19 mil professores da rede estadual.

Portanto, há um trabalho excessivo do professor e os alunos não estão aprendendo muito conforme era os estudos presenciais. Logo, é necessário que o Poder Legislativo, por meio de uma lei, a fim que os professores tenham paciência que logo passa a pandemia, e passar a matéria melhor. Desse modo, a problemática dos desafios dos professores em tempos de quarentena poderá ser absoluta na sociedade brasileira.