Os desafios dos professores em tempos de quarentena

Enviada em 17/08/2020

Como disse Stephen Hawking: “Inteligência é a capacidade de se adaptar à mudança”. No contexto de pandemia, o principal desafio é se adaptar a esse novo cenário de de transformação, tal como aconteceu com  o cotidiano do professor. Diante disso, deve-se analisar como foram as mutações quanto ao domínio de novas ferramentas e metodologias para esse novo modelo de aula, assim como também merece atenção o seu lado emocional.

Em primeiro plano, conforme relatos coletados pelo Brasil de Fato Ceará, a maioria dos professores não teve formação quanto ao uso de ferramentas digitais para o ensino. Some-se a isto, o tempo que seria necessário para se familiarizar a esse novo uso. Entretanto, o imediatismo da quarentena não permitiu essa disponibilidade de tempo. Consequentemente, houve prejuízo na elaboração de material didático. Além disso, houve cansaço com a dupla jornada de um profissional que busca meios de se aperfeiçoar a um novo contexto.

Em segunda análise, um levantamento feito pelo Instituto de Estudos Avançados da Universidade de São Paulo revelou que 30% dos educadores se declararam afetados de alguma forma pela pandemia. Entre os sentimentos citados, tem-se medo, tristeza, ansiedade e angústia, o que traz um fardo pesado para o dia a dia. Com efeito, os educadores merecem atenção do Estado também em melhorias no amparo emocional, que é tão exigido por essa profissão.

Portanto, cabe ao Estado oferecer, por meio da Secretaria Estadual de Educação (Seduc), formação continuada de ferramentas tecnológicas para a prática de ensino, para cada profissional, pelo menos a cada dois anos.  Além disso, a Seduc deve disponibilizar psicólogos em todas as escolas, para que o professor possa ter acompanhamento no próprio ambiente de trabalho e  enfim se sentir sentir acolhido. Assim, o professor se sentirá valorizado e estará sempre atualizado em sua formação.