Os desafios dos professores em tempos de quarentena
Enviada em 18/08/2020
“A educação é a arma mais poderosa que você pode usar para mudar o mundo”, disse Nelson Mandela, líder na busca por uma sociedade mais igualitária. Na contemporaneidade, diante do cenário de pandemia do Covid-19, essa “arma mais poderosa” tem enfrentado desafios para que seja realizada de forma justa e unânime. No que tange ao grupo docente, a ausência de estrutura - tecnologias e capacitação de uso - dificulta o método de ensino a distância (EaD), além dos problemas psíquicos cada vez mais ostensivos na quarentena.
Em primeira análise, segundo o portal de notícias G1, 53% dos alunos de escolas públicas não possuem acesso à conexão banda larga ou um computador em sua residência. Diante disso, a falta de recursos básicos - realidade da maioria dos estudantes e professores - para o aprendizado fora da sala de aula emplaca diretamente em um sistema educacional falho, que trará consigo consequências negativas ao mercado de trabalho e ao desenvolvimento profissional do indivíduo.
Em segundo plano, as medidas de isolamento social têm tornado a população mais suscetível a distúrbios psíquicos. De acordo com um levantamento feito pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ), os casos de depressão, ansiedade e estresse elevado aumentaram 80% entre os brasileiros. Destarte, esse quadro alarmante reflete negativamente na produtividade e no aprendizado - seja do educando ou do educador -, demonstrando a urgência na necessidade de medidas governamentais a fim de mitigar esses problemas.
Sob tal perspectiva, é substancial que o Estado auxilie diretamente na melhoria das condições de trabalho dos lecionadores. Por meio do Ministério da Educação, juntamente de parcerias público-privadas, deve-se haver a distribuição de aparelhos eletrônicos e cursos de utilização dos mesmos com profissionais da área de tecnologia. Somado a isso, é fundamental a organização de palestras on-line sobre saúde mental e seus cuidados, realizadas por psicólogos capacitados, visando o bem-estar e a qualidade de vida dos professores, e de modo geral, a garantia de um futuro melhor aos jovens e ao país.