Os desafios dos professores em tempos de quarentena
Enviada em 19/08/2020
“Educação nunca foi despesa. Sempre foi investimento com retorno garantido.” Arthur Lewis. De acordo com o economista, a educação é imprescindível, logo, não pode parar. Porém, durante o período da quarentena, em virtude da pandemia por COVID 19, as instituições de ensino bem como os professos tiveram a necessidade de se adaptarem para evitar a pausa na educação, entretanto, o professor que exerce protagonismo na educação, possui o maior desafio e está desamparado. Este desamparo é em decorrência no modelo de ensino passivo e falta de suporte para aplicar as ferramentas tecnológicas.
Primordialmente, a tradicional metodologia de ensino gera um aprendizado passivo. Isto é, o aluno se torna dependente do professor para absorver conteúdos da matriz curricular. Observa-se que instituições renomadas, como a UBA Universidade de Buenos Aires na Argentina, considerada melhor universidade da America Latina, utiliza a metodologia PBL (Problem Based Learning, tradução Aprendizado Baseado em Problemas), que propõe uma postura mais ativa do aluno, com menor dependência do professor e maior autonomia para ser autodidata. Logo, as dificuldades trazidas pelo ensino tradicional sobrecarregam o professor e criam um deficit no aluno.
Ademais, conforme o método tradicional, o qual é necessário um desdobramento do docente para apresentar e testar o conteúdo, muitos não possuem recurso e suporte necessário. Nota-se que com a quarentena, os professores ficaram impossibilitados de ensinar de maneira eficaz em decorrência da falta equipamento, e falta de orientação para utilização dos ferramentas de vídeo chamada e apresentações audiovisuais. Conforme noticiado, as aulas no Sul de Minas estavam sendo gravadas através de radio impossibilitando uma aula efetiva para melhor desempenho do aluno.
Portanto, é mister que Estado tome providências para solucionar os impasses. Dessa forma, urge que o Ministério da Educação (MEC) realize uma revisão da metologia de ensino, por meio de consultas à escolas e universidades que aplicam métodos modernos e ativos, a exemplo de benchmarking com a UBA. Além disso, que o MEC forneça suporte material e orientação para os professores se adequarem a nova realidade, por meio de didáticos. Somente assim, o desafio dos professores será minimizado e a continuidade do investimento à educação será dada.