Os desafios dos professores em tempos de quarentena

Enviada em 20/08/2020

Em março deste ano, a Organização Mundial da Saúde decretou estado de pandemia mundial pelo novo coronavírus. Desde então, muitos governantes, para conter o alastramento do vírus, têm imposto medidas de distanciamento social. As escolas foram grandemente afetadas, pois não puderam continuar com suas atividade presenciais. Diante deste panorama, foram estabelecidas diversas formas de ensino não presencial. Contudo, os professores encontram duas grandes dificuldades: falta formação específica para o ensino remoto e não há disponibilidade de equipamentos adequados à transmissão de videoaulas.

De início, vale ressaltar que poucos profissionais da educação tiveram em suas formações acadêmicas disciplinas voltadas para a aplicabilidade das novas tecnologias ao ensino. Na Universidade de Brasília, por exemplo, a maioria dos cursos de licenciatura não oferece disciplinas que preparem os futuros professores para o ensino a distância. Assim, quanto têm que ministrar aulas online, os professores simplesmente improvisam, já que não possuem preparo para tal.

Além disso, toda a infraestrutura necessária para a gravação e transmissão de aulas pela internet  deve ser custeada pelos próprios professores, uma vez que as secretarias de educação não oferecem equipamentos nem conexão banda largar. Esse fato é um grande dificultador do trabalho docente, pois, segundo o Ministério da Educação (MEC), o piso salarial nacional dos professores não ultrapassa três salários mínimos.

Considerando os aspectos mencionados, fica evidente a necessidade de medidas para amenizar a situação. Para tanto, o Governo Federal, através de decreto de lei, deve implementar programa de compra de equipamentos de informática aos professores, bem como custeio de conexão com a internet. Os recursos para esse programa podem ser obtidos pela taxação de grandes fortunas, como prevê a Constituição. Dessarte, os desafios dos professores brasileiros serão atenuados.