Os desafios dos professores em tempos de quarentena
Enviada em 24/08/2020
A pandemia do COVID-19 forçou todos a se adaptarem à um “novo” mundo, inclusive o sistema educacional. A dificuldade do ensino à distância se dá principalmente ao professor, que deve conciliar a adaptação dos novos meios de comunicação com o objetivo de torná-los interessantes. Em vista desse quadro, é imprescindível um apoio psicológico e estrutural aos professores, além de uma emancipação sobre o conceito educador da modernidade.
É preciso entender, primeiramente, a importância da educação mesmo em momentos de crise, e o papel primordial do professor nela. De acordo com o filósofo Paulo Freire “a educação não transforma o mundo. A educação transforma o mundo. Pessoas transformam o mundo” nesse sentido, em momentos como o de isolamento social a informação e as relações interpessoais são essenciais. No entanto, fica claro que nesse cenário o professor deixa de ser o protagonista e torna-se apenas um facilitador do conteúdo proporcionado pela internet e tecnologia.
Além disso, outro notório motivo para a recém crise do sistema educacional é o esgotamento físico e mental do professor. Na modernidade, com um novo conceito de educador, o professor é obrigado a se readaptar às novas tecnologias, misturando as incertezas pessoais com as do trabalho, graças a pandemia. Deste modo, para uma evolução na educação e em todos seus benefícios, são fundamentais auxílios mentais e estruturais.
Portanto, entende-se que para uma maior homogeneidade nas relações interpessoais na pandemia, são necessárias reformas estruturais e da mentalidade popular. Para isso, o Governo - representado pelo Ministério da Educação - deve incentivar a criatividade dos professores, sobretudo no meio digital, estimulando um maior avanço informacional dos alunos e os benefícios. Além disso, o Estado deve dar o apoio psicológico através da internet aos professores objetivando sua estabilidade mental. Feito isso, poderá se caminhar para uma justiça no âmbito educacional, com o foco no aprendizado independente de pandemias ou crises.