Os desafios dos professores em tempos de quarentena
Enviada em 25/08/2020
Desde o Iluminismo, entende-se que uma sociedade só progride quando um se mobiliza com o problema do outro. No entanto, quando se observa o desafio dos professores em plena quarentena, no Brasil, verifica-se que esse ideal iluminista é constatado na teoria e não desejavelmente na prática e a problemática persiste intrinsecamente ligada a realidade do país, seja pela falta de ajuda pública, seja pela falta de colaboração dos alunos. Nesse sentido, convém analisarmos as principais consequências de tal postura negligente para a sociedade.
Ademais, é indubitável que a questão constitucional e a sua aplicação estejam entra as causas do problema. De acordo com o filósofo grego Aristóteles, a politica deve ser utilizada de modo que, por meio de justiça, o equilíbrio seja alcançado na sociedade. De maneira análoga, é possível perceber que, no Brasil, a pouca ajuda pública rompe essa harmonia, haja vista que, de acordo com a USP, 85% dos professores não acreditam que os alunos são capazes de aprender durante a pandemia, com isso, percebe-se que, além dos professores, nem todos os alunos tem o apoio necessário para conseguir assistir suas aulas, dificultando o bom aprendizado que ofereceria um futuro melhor.
Outrossim, destaca-se a falta de dedicação dos alunos como impulsionador do problema. De acordo com Durkheim, o fato social é uma maneira coletiva de agir e de pensar, dotada de exterioridade, generalidade e coercitividade. Seguindo essa linha de pensamento, observa-se que nem todos estudantes que tem condições para enfrentar a quarentena dão o verdadeiro valor as aulas e aos professores, causando assim, o desapontamento de muitos profissionais da educação.
É evidente, portanto, que ainda há entraves para garantir a solidificação de políticas que visem a construção de um país melhor. Destarte, o Governo Federal deve criar meios de apoios com aulas em módulo EAD (Educação a distância) com computadores que sejam utilizados em locais públicos, como escolas e faculdades, promovendo, assim, a boa educação para os estudantes mais necessitados, levando em consideração os devidos cuidados que devem ser tomados diante da pandemia sobre o novo vírus. Como já dito pelo pedagogo Paulo Freire, a educação transforma as pessoas, e essas mudam o mundo. Logo, o Ministério da educação (MEC), deve instituir, pela internet, palestras ministradas por professores e psicólogos que discutam a importância das aulas a distância, a fim de que o tecido social se desprenda de certos tabus para que não viva na realidade das sombras, assim como na alegoria da caverna de Platão.