Os desafios dos professores em tempos de quarentena
Enviada em 26/08/2020
A Carta Constitucional e os Tratados internacionais de Direitos Humanos enveredam em assentar a educação como pilar da sociedade, descendendo assim que é reputado ao professor uma função de supernal crucialidade para o progresso social. Desse bordo, no período de quarentena os professores perlustram seu ofício supliciado pelas desigualdades econômicas que refletem na privação tecnológica e de disponibilidade dos paupérrimos e a onerosidade de lidar com engrenagens diferentes de ensino.
De proêmio cumpre destacar que o lindar histórico da economia brasileira perpassa uma atmosfera de mazelas. Em que as populações empobrecidas fitam papéis subalternos, restando somente a subsistência e com isso a exclusão do ensino, sendo impedidas de obter qualquer progresso social, profissional e intelectual como destaca o escritor e compositor Carlos Eduardo Taddeo, “Por um salário estratégico compram sua saúde, sua liberdade e de brinde levam sua juventude”. Desse norte, a quarentena hipertrofia esses problemas educacionais, e os professores não possuem as ferramentas necessárias para atender o ensino dos que possuem um acesso muito escasso a tecnologia, acarretando essa falta de infraestrutura uma precarização do ofício do professor.
Outrossim, na dicção do antropólogo brasileiro Darcy Ribeiro, “Para que sejamos uma nova Roma, é necessário que toda criança seja alfabetizada, tenha moradia, acesso a comida e que dominemos as ciências mais avançadas.” Do exposto, é fato que a pandemia aumenta ainda mais essa distância, e os professores que aprendem a lidar com as tecnologias e que estão sendo submetidos a um grande volume de tarefas, percebem a repercussão nos alunos que também estão desnorteados, de maneira que não surpreende os dados expostos por pesquisa da USP em que 85% dos professores de São Paulo acreditam que estudantes aprendem menos na pandemia, pois os professores defluem dessa adaptação recente.
Em face do exprimido, posto o seio social, bem como a envergadura da Constituição, pari passu, dos direitos humanos, faz-se mister uma panaceia. Sendo fundamental, que o MEC, em consonância com as igrejas e ONG’s destinem dinheiro e doações para a compra dos aparelhos tecnológicos necessários para que os alunos tenham acesso às aulas, bem como criem bolsas para incentivar o ensino e gerar um ambiente em que se possa desenvolver o intelecto, reduzindo assim o empecilho da desigualdade. De outra parte, cabe as prefeituras promoverem cursos virtuais para os professores sobre experiências de êxito no ensino a distância para que o professor tenha mais ferramentas para aperfeiçoar sua aula. Por meio dessas mudanças é possível que o Brasil concretize a nova Roma e que o retrato de Eduardo Taddeo vire histórico.