Os desafios dos professores em tempos de quarentena
Enviada em 27/08/2020
Hodiernamente, a necessidade de distanciamento social, devido à pandemia do COVID-19, tornou imprescindível o ensino à distância. Logo, distintos da Flórida, estado americano no qual alguns cidadãos praticam o “homeschooling”, países como o Brasil suscitaram desafios aos professores durante a quarentena.
Sobretudo, nesse período, os docentes precisam garantir o aprendizado de alunos com realidades diversas. No entanto, não receberam dispositivos próprios para esse exercício, nem a devida capacitação. Dessarte, dispondo de aparelhos de uso pessoal, tiveram que aprender a utilizar novas tecnologias para gravar aulas, disponilibilizar atividades online e cumprir com o calendário escolar. Além disso, houve a necessidade de adaptar cenários em casa, mudando a rotina da família e aumentando a carga horária de trabalho diário, o que, concomitante ao estresse da pandemia, pode ocasionar transtornos mentais, como ansiedade e síndrome do pânico.
Outrossim, os professores da educação básica são os mais afetados, considerando que os universitários já lidam com o ensino híbrido. Conforme o Censo Escolar de 2017, de 2,2 milhões de preceptores da educação infantil, 1,8 são mulheres. Indubitavelmente, tal fato ratifica a intensificação das problemáticas desses profissionais, devido ao sexismo ainda existente na sociedade contemporânea, em que a mulher precisa conciliar o trabalho com tarefas domésticas e cuidados com os filhos.
Portanto, para solucionar esses impasses, o Ministério da Educação deve incentivar investimentos tecnólogicos e disponibilização de cursos específicos para a utilização de tecnologias, por meio de uma proposta de lei entregue à Câmara dos deputados. Desse modo, possibilitará a capacitação dos docentes e a distribuição de computadores para professores e alunos, atentando-se ao sistema operacional e a suíte de aplicativos que devem ser gratuitos. Para obtenção de recursos, o governo Federal deve seguir o exemplo de países como a África do Sul, onde o presidente reduziu o próprio salário e o dos ministros durante a pandemia. Tais ações poderão amenizar os desafios dos professores enquanto durar a quarentena e evitar consequências negativas no futuro.