Os desafios dos professores em tempos de quarentena
Enviada em 10/09/2020
Durante a pandemia do novo coronavírus (COVID-19), foi decretada no território brasileiro a quarentena - reclusão da população dentro de sua residências. Assim, houve a necessidade da implantação do regime de educação remota, na qual as aulas são lecionadas virtualmente. Todavia, os professores têm enfrentado as dificuldades para a integração tecnológica no ramo educacional. Em virtude, da falta de capacitação desses e a indisciplina dos alunos diante da distinção de lazer e obrigação. Assim, é imperioso que o Estado tome medidas, a fim de que o desenvolvimento tecnológico seja efetivado na educação escolar.
Primeiramente, existe a falta de capacitação tecnológica aos professores. Embora, a sociedade esteja passando pela Revolução Técnico-Científica-Informacional, inserção da tecnologia em áreas de produção, as escolas não se adaptaram, permanecendo nos mesmos modelos arcaicos de sua criação. Em uma pesquisa realizada pelo Instituto Península, foi constatado que cerca de 83% dos professores brasileiros se sentem pouco preparados para o ensino remoto. Indubitavelmente, há a necessidade de qualificação desses proletários, na qual os recursos tecnológicos sejam seus aliados na elaboração de aulas e atividades. Dessa forma, não terá empecilhos, para que os mestres dissipem o conhecimento no meio digital.
Além disso, os alunos tendem a ficar dispersos durante as aulas tecnológicas, pois não sabem distinguir o período de lazer e estudos. Segundo o sociólogo Sérgio Buarque de Holanda, o homem cordial é aquele que não consegue separar sua vida privada (lazer), de sua vida pública (obrigação). Evidentemente, isso ocorre com os alunos brasileiros, na qual, nos momentos de estudos acabam distraindo-se em redes sociais e jogos virtuais. Logo, é preciso que os educadores busquem formas de engajamentos dos alunos nas aulas e atividades escolares.
Portanto, é necessária a intervenção estatal, para que profissionais da educação tenham qualificação tecnológica e psicológica. Urge que o Ministério da Educação promova, por meio da aprovação do Congresso Nacional, mudanças na grade curricular dos cursos de licenciatura e pedagogia, cujas diretrizes tenham disciplinas de formação em tecnologia e psicologia organizacional- área que cuida dos problemas dos indivíduos dentro das instituições. Além disso, os profissionais da educação já formados devem ter cursos online, para sua inserção tecnológica. Destarte, a situação vivida por alunos e professores brasileiros, durante a pandemia do coronavírus, não se repetirá.