Os desafios dos professores em tempos de quarentena

Enviada em 12/09/2020

De acordo com Aristóteles, “a base da sociedade é a justiça”. Porém, o contexto das terras canarinhas do século XXI contraria-o, tendo em vista que os desafios dos professores demonstram-se como uma questão de injustiça, o que desestrura a base da sociedade brasileira. Dessa forma, essa problemática impossibilita que determinada parcela da população desfrute do bem-estar social previsto na Declaração Universal dos Direitos Humanos. Diante disso, cabe avaliar os fatores que favorecem esse quadro.

A educação é o fator principal no desenvolvimento de um país. Na contemporaneidade, a “terra do futebol” ocupa a nona posição na economia mundial, portanto, seria coerente pensar que o Brasil possui um sistema de ensino eficaz. Entretanto, o que existe é justamente o oposto e o resultado dessa problemática é notoriamente refletido na falta de apoio do Ministério da Educação e do Governo Federal ao docente. De acordo com o Instituto Península, aumentou o número de pedagogos que se sentem sobrecarregados (de 35% para 56%) e cansados (de 38% para 46%).

Ademais, faz-se mister, ainda, salientar a falta de contato entre o educador e o aluno, impulsionando a questionável que envolve essa profissão. No livro “1984”, de George Orwell, escritor britânico, o Estado é totalitarista e comandado pelo “Grande Irmão”. Nele, o Poder Público é deficiente e não atende suficientemente as mazelas sociais de Londres (na fictícia Oceânia). Concomitantemente, a realidade utópica da obra assemelha-se ao atual cenário brasileiro, à medida que o Governo Federal pouco faz em relação à saúde mental do docente.

Portanto, é tarefa do Estado tomar providências para melhorar o quadro atual do Brasil. Para que os professores enfrentem menos dificuldades, urge que o Ministério da Educação, por meio de redes sociais, auxilie os pedagogos com o manuseio das ferramentas tecnológicas e com estratégias de ensino para que todos os alunos aprendam. Diante disso, o órgão faria vídeos explicativos. A partir dessas ações, espera-se promover o bem-estar social dos educadores e promover a justiça como propunha Aristóteles.