Os desafios dos professores em tempos de quarentena

Enviada em 15/09/2020

O escritor Paulo Leminski destacou a importância da empatia com a frase “Em mim eu vejo o outro”. Com a mudança abrupta do modo de vida durante o isolamento social, esse conceito deve ser usado para poder se colocar no lugar das outras pessoas, e entender a dificuldade que encontram nesses momentos. O ensino é um setor muito afetado, e por conta disso, os professores precisam conciliar os desafios de promover uma educação de qualidade, mesmo a distância, e ter tempo de realizar suas outras tarefas.

Primeiramente, apesar do período de quarentena, não é possível paralizar o processo de aprendizagem, sendo assim, os educadores precisam se adaptar para proporcionar um bom ensino aos estudantes. No livro “Farenheit 451” de Ray Bradbury, é retratado um mundo onde são reprimidos quaisquer tipos de leitura, e com isso, a educação também é abalada. Através dessa obra, percebe-se a importância do estudo na sociedade, para que todos tenham acesso ao conhecimento. Então os professores, fundamentais para todo o sistema, precisam renovar seus métodos para manter a qualidade.

Por outro lado, é fato que durante o período de isolamento, as pessoas adquirem novas atribuições para realizar em suas residências, o que não ocorre de maneira diferente com os professores. O filósofo Zygmunt Bauman descreveu a contemporâniedade como um mundo líquido, onde as auterações ocorrem constantemente. No contexto de quarentena, essas mudanças se fazem presentes na necessidade de realizar atividades de dentro de casa, sem o deslocamento presente no modelo tradicional. Assim o tempo de lazer e de trabalho são praticamente confundidos, por estarem tão próximos.

Portanto, faz-se necessário que o Ministério da Educação (MEC) realize ações de preparação dos professores nos períodos de isolamento. Isso deve ser feito pela promoção de cursos online com especialista nessa temática para instruir os educadores sobre as alterações do método de ensino que acontece à distância, além da maneira mais eficiente e qualificada para concluí-lo. Dessa forma é possível que a educação não seja paralizada, e que o processo de empatia com os docentes seja exercido, afinal como disse Bauman: “Não são as crises que mudam o mundo, e sim nossa reação a elas”.