Os desafios dos professores em tempos de quarentena
Enviada em 27/09/2020
“Em primeiro lugar, o direito à Educação é tomado como um direito de todos”- professor Carlos Roberto Jamil Cury, da Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais (PUC-MG). Ao falar sobre a Constituição de 1988, o educador aponta a universalidade do direito ao ensino. Entretanto, em virtude da pandemia do novo coronavírus, surgiram diversos entraves na manutenção deste serviço, como a dificuldade dos professores em lidar com novas tecnologias e em acessar a ‘internet’ para promover aulas.
Primordialmente, as medidas de isolamento social, que surgiram na tentativa de combate ao ‘Sars-coV-2’, mudaram completamente a forma como as pessoas se relacionam nos diversos âmbitos sociais. O resguardo da população, por meio do fechamento de locais públicos, de modo a evitar aglomerações e abrandar o contágio, foi uma destas precauções. Dessa forma, o fechamento das escolas demandou novos métodos para a manutenção da educação, dando ênfase ao Ensino à Distância (EaD), o qual é mediado por tecnologias. Todavia, muitos professores apresentam diversas dificuldades de adaptação a este novo formato, especialmente devido à falta de redes de ‘internet’ ou por adversidades aos mecanismos necessários para gravação e transmissão de conteúdos aos alunos, gerando, assim, um grande impasse na garantia deste direito.
Por conseguinte, os alunos sofrem com a falta de eficiência do sistema, acarretando problemas graves para a sociedade. Nesse sentido, de acordo com Durkheim, a sociedade pode ser comparado a um Corpo Biológico, uma vez que ambos são compostos de partes que interagem entre si. Assim sendo, se uma destas partes apresenta dificuldades em realizar suas funções vitais, o corpo adoece. Ou seja, se os professores não são capazes de providenciar as lições de forma apropriada, a sociedade sofre, em sua totalidade, impactos diretos, como uma formação deficitária dos jovens, que podem apresentar problemas ao ingressar em universidades futuramente.
Portanto, é mister que o Estado tome providências para superar o impasse do quadro atual. Para que os cidadãos brasileiros, em sua totalidade, possam ser corretamente instruídos, urge que o Governo Federal, em parceria com a Anatel, agência nacional reguladora de telecomunicações, viabilize o acesso a estas redes, por meio da instalação da internet de fibra ótica, com preços acessíveis, em todo o país. Assim sendo, a situação brasileira será amenizada, posto que o direito à educação será garantido.