Os desafios dos professores em tempos de quarentena
Enviada em 22/09/2020
No início do século XX, no ano de 1918, o mundo foi surpreendido com aquela que ficou conhecida como a pior pandemia da história, a Gripe Espanhola, na qual deixou um saldo de 500 milhões de infectados no mundo. Nesse sentido, tanto a peste do século passado, quanto a atual pandemia da COVID-19, tiveram impactos profundos em todas as esferas sociedade, inclusive na educação. Sendo assim, o acompanhamento direto do rendimento dos alunos e a maior demanda de trabalho, associada a dificuldade de manter a saúde mental estável, são os principais desafios dos professores no contexto da atual pandemia do coronavírus, que, mesmo apresentando inúmeras semelhanças com a gripe espanhola, os impactos na educação do presente século foram ainda maiores.
O ensino à distância, no Brasil, surgiu no ano de 1904 com a criação dos cursos de qualificação profissional, sendo o primeiro deles de datilografia realizado por correspondências. Dessa forma, com a ascensão do presente século, e o início da pandemia do novo coronavírus em novembro de 2019, o ensino à distância, juntamente com o ensino remoto, foram os responsáveis por sustentar a educação brasileira nos tempos de crise humanitária. No entanto, mesmo com benefício de realizar o ensino não presencial, inúmeros professores enfrentam dificuldades para manter um acompanhamento eficiente de seus alunos, como antes da pandemia, o que é algo de suma importância, visto que é a partir disso que eles traçam melhores estratégias de ensino, o que impacta até mesmo no rendimento dos alunos.
Outro desafio enfrentado pelos professores no atual momento de pandemia é a dificuldade que muitos encaram de conciliar a demanda de trabalho cada vez maior com o controle da sua saúde mental, o que dificulta ainda mais não só a produtividade de seu trabalho, como também, torna o momento de crise atual ainda mais difícil. Sendo assim, segundo Alberto Hang; escritor, psicólogo e filósofo brasileiro; é inútil avançarmos na tecnologia, e em outras áreas da sociedade, se a saúde mental do ser não estiver equilibrada para aproveitar tais mudanças. Isso condiz perfeitamente com a realidade vivenciada pelos professores, visto que o excesso de trabalho associado às tragédias e dificuldades trazidas pela pandemia só corroboram para um desequilíbrio da saúde mental.
Portanto, visto que após a pandemia da COVID-19 a educação não mais será a mesma, medidas devem ser tomadas. Sendo assim, as Secretarias de Educação dos estados, em parceria com o Ministério da Educação, desenvolvam plataformas educacionais voltadas para um acompanhamento ainda mais detalhado e efetivo dos alunos no momento. Outra medida que deve ser providenciada, pela Secretaria de Educação com o Conselho Regional de Psicologia, é a concessão de cargos para auxiliares de professores, como também, palestras voltadas aos cuidados com a saúde mental.