Os desafios dos professores em tempos de quarentena
Enviada em 22/09/2020
Segundo o símbolo da luta do Apartheid, Nelson Mandela, " a educação é a arma mais poderosa que você pode usar para mudar o mundo". Todavia, tal princípio não é colocado em prática no Brasil hodierno, haja vista que o atual quadro da pandemia do COVID-19, compromete o alcance das transformações sociais enaltecidos por Mandela. Essa realidade nefasta tem origem na expressiva desigualdade que se perpetua na sociedade, bem como na falta de políticas públicas na tratativa dos impasses da educação em tempos de pandemia. Dessa forma, é profícuo analisar esse cenário e buscar mecanismos que possam mitigar esse quadro.
Em primeira análise, é importante destacar o processo de colonização foi marcado pelo desestímulo à educação. É dentro desse contexto exploratório que se alicerçou a sociedade brasileira, a qual tem — como uma das consequências “pós-modernidade” — a desigualdade educacional. Isso porque nas periferias, nas zonas rurais e nas áreas menos valorizadas, a infraestrutura, o corpo docente e as políticas educacionais, atuam de forma deficitária, sendo mais difícil concretizar tudo isso com o fechamento das escolas e a falta de recursos didáticos para as aulas online diante da maior crise sanitária do século. Dessa maneira, o atual quadro de desigualdade presente na sociedade brasileira dificulta colocar a educação como ferramenta de transformação como destaca o líder do Apartheid. Outrossim, essa realidade desafiadora decorre da falta de amparo governamental. Partindo desse pressuposto De acordo com o filósofo e sociólogo iluminista, John Locke, esse fato configura uma quebra do contrato social, uma vez que os cidadãos esperam que esse amenize as mazelas sociais e promova a igualdade de direitos a todos, o que não ocorre atualmente no Brasil. Desse modo, o contrato é diariamente quebrado no país, visto que o Poder Público direciona um suporte deficitário para educação no país- escolas públicas fechadas e sem o suporte necessário para as aulas remotas. Logo, é inegável que a base educacional do Brasil diante desse cenário, precisa ser restruturado. Torna-se evidente, portanto, a tratativa emergencial dessa conjuntura. Sendo assim, o Estado deve, por meio de leis orçamentárias, financiar o suporte didático para as escolas de ensino público, através da disponibilização de pacotes de dados e tabletes aos estudantes, com o fito de tentar reparar as lacunas do ensino diante da pandemia Ademais, o Ministério da Educação deverá , por meio de medidas provisórias, instituir um canal nacional de aulas através da televisão para os estudantes que não tem a possibilidade de acesso à internet, com intuito de democratizar o acesso à educação diante dessa crise sanitária. Desse modo, certamente, a afirmação do líder do Apartheid será vivenciada por todos os cidadãos brasileiros.