Os desafios dos professores em tempos de quarentena
Enviada em 22/09/2020
Promulgada pela ONU em 1948, a Declaração Universal dos Direitos Humanos garante a todos os indivíduos o direito à educação e bem-estar social. Conquanto, em tempos de pandemia, a prática deste direito universal se torna desafiadora. Uma vez que, escolas públicas não tem o privilégio de promover aulas remotas e, as que possuem condição, submetem-se a um árduo trabalho, junto aos professores, a fim de garantir o aprendizado dos alunos. Nessa perspectiva, esses desafios devem ser superados de imediato para que uma sociedade integrada seja alcançada.
A educação é o fator principal no desenvolvimento de um país. Hodiernamente, em um conturbado período de crise pandêmica, seria racional acreditar que as escolas brasileiras, levando em consideração o sistema educacional ineficiente de grande parte destas, não conseguiram garantir continuidade no roteiro acadêmico. Contudo, a realidade é justamente oposta, uma vez que, professores, juntamente a direção, tem se empenhado constantemente em prosseguir as atividades escolares. Através de aulas on-line, docentes desafiam diariamente a desmotivação, preocupação é desagaste emocional a fim de proporcionarem aos seus alunos redução do prejuízo acadêmico pós pandemia.
Faz-se mister, ainda, salientar o baixo aproveitamento das aulas como grande desafios para os professores. Tendo em vista que, de acordo com a pesquisa realizada pela USP, 85% dos professores acreditam que estudantes aprendem menos durante a quarentena. De acordo com Zygmunt Bauman, sociólogo polonês, a falta de solidez nas relações sociais, políticas e econômicas é a característica da “modernidade líquida” vivida no século XXI. Diante de tal contexto, a sociedade está em constante transformação de práticas, valores e rotina e, durante a pandemia não seria diferente. Uma vez que, professores e alunos estão tendo que se adaptar à nova dinâmica escolar, a fim de evitar rompimento do ritmo acadêmico.
Portanto, infere-se, que ainda há entraves para garantir a solidificação de políticas que visem à construção de um sistema educacional mais adequado na quarentena, principalmente, em instituições públicas. Dessa maneira urge que o ministério da educação disponibilize ferramentas de apoio aos profissionais da educação e que a direção das instituições escolares conceda assistência psicológica aos alunos e adapte melhor as grades curriculares a fim equilibrar a sobrecarga nos estudantes e professores. Dessa forma os professores brasileiros teriam mais facilidade em superar os desafios da quarentena.