Os desafios dos professores em tempos de quarentena
Enviada em 22/09/2020
O Coronavírus(COVID-19), foi identificado pela primeira vez em 1 de dezembro de 2019, em Wuhan na China. Após o reconhecimento do vírus, um processo pandêmico iniciou-se ao redor do mundo, de forma a alterar o cotidiano do ser humano de forma geral. Diversos setores da economia foram prejudicados, e o processos e aprendizagem nas escolas foram alterados drasticamente. Como consequência dessas adaptações, os profissionais de ensino no Brasil foram forçados a adotar uma rotina atarefada, que ainda que planejada de forma minuciosa, não é suficiente para suprir as deficiências no sistema educacional brasileiro. Entre os principais desafios encontrados, está a falta má distribuição de renda entre os alunos, e o despreparo do Estado para lidar com a situação.
Uma pesquisa realizada pela USP, revelou que 85% dos professores acreditam ter havido uma queda do desempenho acadêmico dos alunos durante a pandemia. Entre as justificativas observadas, a desigualdade de acessos às aulas foi uma das mencionadas pelos educadores. A maioria dos alunos de ensino público, não possuem acesso à internet, ou seja, não há validação do trabalho exercido pelo educador. É válido também mencionar que, o trabalho antes exercido de forma coletiva pelo corpo docente escolar, passou a ser quase que total responsabilidade dos professores.
De acordo com um levantamento feito pelo Senado, entre 56 milhões de alunos matriculados em educação básica e superior no Brasil, 35%(19,5 milhões) tiveram as aulas totalmente canceladas devido a pandemia. O cancelamento total das aulas, é reflexo do despreparo estatal para lidar com a situação pandêmica em geral, uma vez que não houveram iniciativas para lidar coma situação. Com isso, houve a banalização do trabalho do educador, que recebeu responsabilidades em dobro, uma vez que não pode mais contar com o auxílio da escola para tal.
A análise feita com foco nos desafios enfrentados pelos professores brasileiros em pandemia, destacaram-se a desigualdade de renda identificavas entre alunos e professores, e o despreparo do governo para auxiliar de forma correta estes profissionais. Sendo assim, MEC, por meio das secretarias de educação de cada estado, deverão intervir na infraestrutura das escolas, e tornar acessível de forma homogênea, o acesso à educação em quarentena. É necessário ainda, que estes providenciem recursos suficientes para promover a volta do ensino para alunos que tiveram as aulas canceladas. Com essas medidas será possível combater os desafios dos professores em tempos de quarentena.