Os desafios dos professores em tempos de quarentena
Enviada em 22/09/2020
A pandemia da COVID-19 desestabilizou a estrutra do mundo. Escolas e comércios tiveram que fechar e foi imposto na maioria dos países o isolamento social. Todavia, diante da incerteza da data do retorno ao meio normal de ensino as escolas se viram obrigadas a continuar seus conteúdos online. As aulas on-line rapidamente se tornaram um ambiente de ansiedade tanto para os educadores como os alunos, que foram obrigados a se adaptar a um modelo novo e serem cobrados por prazos como no antigo.
As aulas são realizadas, em geral, com a fala do professor e o silêncio do microfone dos alunos e quando esses tem dúvida escrevem no chat. Portanto, o ambiente virtual das aulas é carente de qualquer tipo de contato físico e emocional indispensável para alunos e professores, e por conseguinte o desinteresse dos alunos se aumenta. Logo, é possível concluir que o ambiente on-line não cumpre sua função de ensino, pois não há um resgate para alunos ansiosos e depressivos e os professores não consegue engaja-lós nas aulas.
Entretanto, apesar da ansiedade em massa gerada pela pandemia as cobranças continuam. O ENEM será em janeiro e os professores são cobrados e por sua vez cobram alunos apesar do tempo absurdo que vivem gerando um ciclo vicioso. O fator mais alarmante é a indiferença com o psicológico dos professores e dos alunos pelas escolas.
Com base no exposto, não levar em conta o psicólogo dos educadores e alunos é o principal fator para seu fracasso, uma vez que não há apoio emocional para eles e o ensino torna-se inviável. Para resolver essa questão, é preciso que as escolas entendam que esse ano não pode ser tratado como um ano letivo comum e deve ser meticulosamente planejado para evitar os problemas citados. Para tal, o Governo Federal por meio do MEC deve orientar as escolas a terem apenas presenças facultativas e oferecem suporte aos alunos e professores. Dessa forma, o ambiente de aulas on-line seria composto por apenas pessoas dispostas.