Os desafios dos professores em tempos de quarentena
Enviada em 22/09/2020
A Filósofa Hannah Arendt transcreve a pluralidade como a lei da Terra, discutindo o planeta como um habitat social, dos homens; tal contexto aplica-se ao convívio harmônico e desarmônico no meio, que se dilui e torna-se natural do ser humano. Nesse contexto, acontecimentos grandiosos possuem grandes repercussões no meio social, assim ocorre com a situação contemporânea, onde uma pandemia assola o planeta Terra, e modifica o social. Tal realidade requer adaptações, muitas das quais tornam-se desafiadoras, como na área do ensino, onde os profissionais precisam adquirir um domínio técnico e manter o acompanhamento dos estudantes.
Segundo o Poeta Oscar Wilde: “O primeiro passo é o mais importante na evolução de um homem ou de uma nação”. Por conseguinte, a adaptação é mantida como o foco desses profissionais de ensino, unida à busca por melhores resultados. Contudo, conhecer e dominar novas ferramentas e metodologias para adaptar as aulas a um novo formato, ainda é um desafio para a maioria, considerando que a maior parte dos profissionais não tiveram um ensino prévio sobre tal tecnologia e as funcionalidades para o tornar o espaço, pedagógico.
Um levantamento feito pelo Instituto de Estudos Avançados da USP discute que: “85% dos educadores do estado de São Paulo acreditam que os alunos estão aprendendo menos ou muito menos do que aprendiam antes da pandemia”. Assim, a necessidade do profissional de se adaptar a esse novo sistema de ensino a distância, e continuar cumprindo todas as expectativas na transmissão de aprendizagem, recebendo os mesmo resultados dos alunos, ainda é um desafio para a maioria. Nesse sentido, para os alunos que possuem tal recurso tecnológico, a comunicação ainda é um desafio, porque os profissionais não tem um retorno garantido de que os alunos conseguiram absorver todo(ou a maioria) o conteúdo transmitido.
O processo de adaptação dos profissionais a um novo modelo pedagógico, sem muito conhecimento na área tecnológica -no quesito que interliga ao ensino e às possíveis ferramentas que podem ser utilizadas- pode ser trabalhado por meio de um auxílio prestado pelas instituições de ensino, disponibilizando profissionais que demandem conhecimentos tecnológicos. Por conseguinte, no quesito acompanhamento, pode haver uma relação mais empática entre os profissionais e alunos, e também a supervisão do desempenho dos alunos por meio de aplicativos.