Os desafios dos professores em tempos de quarentena

Enviada em 23/09/2020

Antônio Joaquim Severino, na obra Metodologia do Trabalho Científico, aborda a necessidade de três pilares, a prática, a pesquisa e o ensino, para que haja a aprendizagem de forma eficaz. Fazendo alusão do pensamento de Severino com a atual realidade de pandemia, é possível inferir que a qualidade da educação está sendo prejudicada, visto que os alunos das instituições não podem praticar. Entretanto, essa não a única razão para a perda de eficácia nos ambientes educacionais no Brasil. A desqualificar no ensino virtual é outro fator importante, que está ligado aos desafios dos professores em tempos de quarentena. Essa problemática se deve à necessidade de alterar as metodologias e ao despreparo com as tecnologias.

O patrono da educação brasileira, Paulo Freire, alfabetizou adultos no período do regime militar por meio do seu método que estimulava o ensino com base nas experiências de vida dos próprios alunos. A partir disso, é possível afirmar que para o ensino ter qualidade não basta o professor explicar determinado assunto e o aluno tentar absorver o que foi dito. Por isso os professores no período pré pandemia tinham a liberdade para mudar as metodologias de ensino, visando a melhor compreensão do estudante. Entretanto, tal prática se torna mais difícil no ambiente virtual, devido à pouca opção de recursos didáticos.

Além disso, outro fator que corrobora para as dificuldades dos professores no período de quarentena é a falta de preparo diante as novas tecnologias. Tal afirmação pode ser comprovada visto que escolas públicas ou até particulares, não disponibilizam recursos tecnológicos para ensino, logo os educadores não estão acostumados com tais artifícios. Por isso, estão despreparados para ensinar usando as tecnologias necessárias para o período de distanciamento social.

Portanto, para amenizar os desafios dos professores em tempos de quarentena, é necessário que as secretarias estaduais de educação disponibilizem plataformas online e chips para os alunos de rede pública, visando a participação deles nas aulas, a maior interação e com isso mais possibilidades de metodologias para os professores. É importante também que o MEC recomende os reitores e diretores de instituições federais de ensino a auxiliar e disponibilizar materiais ajuda para a melhor adaptação dos professores com a tecnologia que será responsável pelo andamento das aulas.