Os desafios dos professores em tempos de quarentena
Enviada em 27/09/2020
Inquestionavelmente, o mundo será diferente pós Covid-19, pois o vírus impactou em todas as áreas na vida das pessoas: emprego, lazer, família e educação. Dessa forma, foi preciso adaptar-se ao “novo normal” e o ensino presencial, da educação infantil até ao superior, encontrou diversos desafios, dos quais a maioria das instituições não possuem infraestrutura para ultrapassar.
Assim, devido à instalação do distanciamento social, escolas e faculdades foram obrigadas a fechar suas portas, gerando um sentimento de incerteza: quando as aulas presenciais irão voltar? E até lá, como será o ensino à distância (EaD)? Diante dessa nova realidade, o Instituto de Estudos Avançados da USP realizou um levantamento de dados que contou com a participação de cerca de 19 mil professores da rede estadual. Desses, apenas 30% citaram as palavras “desafio”, “aprendizado” e “inovação” como vantagens do EaD, mostrando que a maioria não está para essa situação.
Ademais, de acordo como estudo, a maioria dos professores demonstraram grande preocupação com a desigualdade de acesso à tecnologia por parte dos alunos. Sob o mesmo ponto de vista, tal preocupação é sustentada pelos dados da pesquisa TIC Educação 2019, os quais apontam que 39% dos estudantes de escolas públicas urbanas não têm computador ou tablet em casa e, nas escolas particulares, o índice é de 9%, ou seja, a desigualdade é gigantesca.
Portanto, diante dos dados apresentados, pode-se perceber o difícil cenário em que a educação encontra-se na pandemia em 2020 e comprova os tantos desafios que o EaD possui. Então, faz-se necessário que, não só o Ministério da Educação, mas também instituições privadas executem medidas urgentes para melhorar o cenário do ensino à distância, tais como inserir, nos cursos de licenciaturas, disciplinas relacionadas a tecnologia e também melhorar as tecnologias de informação e comunicação na rede pública, a fim de ultrapassar os desafios atuais.