Os desafios dos professores em tempos de quarentena
Enviada em 30/09/2020
Conectar é progredir.
Com o advento da Revolução Técnico-Científico-Informacional, o mundo passou a ter acesso a plataformas tecnológicas que transformaram a maneira de aprender e ensinar, o que possibilitou uma maior democratização do ensino em tempos de Pandemia como a do COVID-19. Entretanto, o distanciamento físico entre alunos e professores pode criar um ambiente propício para improdutividade dos estudantes já que, ao estudar de casa, não há uma supervisão assídua dos profissionais da educação. Para evitar esse problema, é necessário analisa-lo de maneira crítica.
Analisando o momento histórico vivido pela população percebe-se que embora a pandemia de COVID-19 no Brasil ter o seu início em 26 de fevereiro de 2020, foi apenas a partir do dia 23 de março que 100% das atividades presenciais ficaram suspensas na rede estadual de São Paulo, estado mais afetado pelo vírus. Nesse contexto, em que o mundo inteiro tentava prever quanto tempo duraria o “lockdown”, era impossível imaginar quantas adaptações seriam necessária para a continuidade do ano letivo. A partir daí surgiram os desafios que incluíam tanto a adaptação do professor as ferramentas que seriam usadas quanto no desenvolvimento do material pedagógico que seria apresentado a alunos que já estavam desmotivados.
Naturalmente, essa adaptação foi árdua, ainda mais considerando os dados sobre acessibilidade a internet nos lares brasileiros. A pesquisa TIC Educação 2019 aponta que 39% dos estudantes de escolas públicas urbanas não têm computador ou tablet em casa e um estudo organizado pelo Iede (Interdisciplinaridade e Evidências no Debate Educacional), com base em dados do Programa Internacional de Avaliação de Alunos (Pisa) de 2015, mostra que o Brasil tem a segunda pior conectividade nas escolas entre os países que participaram do levantamento.
Assim sendo, o problema enfrentado pelos profissionais da educação durante a pandemia apenas demonstra uma realidade vivida diariamente desde antes do surto do Novo Corona vírus. Assim sendo, e considerando a impossibilidade da total suspensão das aulas de Ensino a Distância, é preciso desenvolver estratégias que minimizem os impactos negativos nesta situação. Desta forma, cabe ao Ministério da Educação, em parceria com a Mídia aberta, por meio de cursos e palestras com profissionais experientes na área do Ensino a Distância - como a autora Andrea Cristina Filatro, escritora do livro “Como preparar conteúdos para EaD”, promover uma capacitação em massa para formar os professores a se adaptarem ao uso da tecnologia, não deixando de lado o desenvolvimento social e humanitário de cada aluno, promovendo um melhor conexão entre aluno e professor.