Os desafios dos professores em tempos de quarentena
Enviada em 03/10/2020
O sucesso do antigo imperador macedônico Alexandre — O grande — elucida de forma clara a relevância de ter-se um mestre intelectual, ao passo que foi instruído desde a juventude pelo filósofo Aristóteles. Analogamente, em tempos hodiernos, a arte e a educação constituem as principais formas de sustentar a saúde mental em meio a pandemia do corona vírus. Nesse sentido, seja pela necessidade de reinvenção dos aparatos de trabalho ou pelo aumento na carga horária, as obrigações empregatícias dos profissionais de ensino tornaram-se abusivas e, por isso, carecem de cuidados.
Previamente, é necessário salientar a influência do ambiente no processo educativo. À medida que o isolamento social, causado pelo vírus COVID-19, foi imposto à sociedade, não só novas metodologias de aula foram exigidas dos professores, como também aparelhos tecnológicos para promover a aproximação com os alunos. Entretanto, de acordo com a Terceira Revolução Industrial, o ritmo de inovação produtiva é constante, tendo como consequência o aumento no preço dos produtos. Assim, os licenciados são obrigados a arcas com as precisões virtuais, embora as instituições escolares sejam as que mais lucram. Desse modo, determinar a responsabilidade às empresas pela possibilitação das aulas é imperioso para ser justo com os mestres.
Ademais, é indiscutível a elevação no número de afazeres lecionais durante a quarentena. Conforme as redes sociais — Como o GoogleMeet, grupos de Whatsapp e o Skype — adaptaram-se a canais de ensino, o espaço pessoal dos professores foi deteriorado. Dessa maneira, uma rotina de trabalho comercial é estendida ao integral, visto que os alunos e as organizações podem contatar os profissionais a todo momento. Segundo o filósofo Karl Marx, o homem é fruto do meio. Logo, instruir a população sobre a importância de respeitar a privacidade dos professores é mister para garantir sua integridade psíquica e lazer.
Portanto, ações são requeridas para que os guias intelectuais não sejam tão sobrecarregados. Sob essa ótica, instituir a obrigatoriedade às empresas de disponibilizarem equipamentos virtuais aos profissionais necessitados, por meio da criação de uma ementa legislativa feita pelo Congresso Nacional, é indispensável a fim de diminuir os custos de serviço àqueles que trabalham para aumentar a renda. Além disso, a promoção de propagandas conscientizadoras sobre o direito ao relaxamento dos professores, por intermédio de iniciativas publico-privadas entre o Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações e empresas midiáticas, fazendo uso da renda da Secretaria Nacional de Trabalho para custeio, é fundamental no intuito de respeitar tais indivíduos como cidadãos. Apenas assim teremos resultados educativos tão frutíferos e bonitos como os de Aristóteles e Alexandre.