Os desafios dos professores em tempos de quarentena
Enviada em 09/10/2020
“Feliz aquele que transfere o que sabe e aprende o que ensina", já afirmou a poetisa Cora Coralina. Neste ínterim, os professores são mestres na arte da transferência de conhecimento, no entanto, em tempos de quarentena, esse processo deparou-se com obstáculos, que tornaram a rotina de docentes mais complicada. Dessa forma, é possível afirmar que isso ocorre, ora por inação das esferas governamentais (pelo fato de o país não estar preparado para uma pandemia), ora pela falta de leis que possam reverter esse quadro . Assim, providências hão de ser tomadas no intuito de liquidar essa problemática.
A priori, a inação das esferas governamentais corrobora com os desafios dos professores em tempos de quarentena. Isto é comprovado ao verificar a ausência de cursos básicos para educadores prepararem aulas de qualidade online no período pré-pandemia. É inegável o protagonismo da tecnologia como uma maneira de aprendizado, e a carência de conhecimento do lecionador nesse processo resulta em consequências nocivas, tanto para quem está ensinando, quanto para o aluno.
Outrossim, a falta de leis que possam reverter esse quadro contribuem com o panorama supracitado. Nesse viés, o artigo 5* da Constituição promulgada em 1988 afirma que todos são iguais perante a lei, porém, é evidente que isso não ocorre com docentes em tempos de pandemia, e isso é evidenciado pela falta de leis que regulamentem a jornada de trabalho destes na quarentena. Ao criar essas normas, tal cláusula da Constituição estaria sendo cumprida, contribuindo para que a carga horária dos mestres da educação, seja semelhante ou igual à de outras profissões.
Fica claro portanto, que medidas são necessárias para alteração desse quadro. Dessa forma, é mister que o Ministério da Educação, juntamente com o Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações mobilizem-se por meios midiáticos (Facebook e Instagram), realizando cursos básicos sobre como trabalhar com plataformas de aula online, fazendo com que os educadores se sintam mais motivados a ensinar e a estarem buscando conhecimento constantemente. É imperioso também, a criação de leis que regularizem o número de horas trabalhadas por dia desses educadores, ponderando dessa forma, a saúde mental e física destes indivíduos. Assim, o professor será capaz de ensinar o que sabe, e aprender o que ensina, da maneira que Cora Coralina havia mencionado, e o mundo ficará mais justo e equivalente a todos.