Os desafios dos professores em tempos de quarentena

Enviada em 02/11/2020

Consoante Nelson Mandela, “a educação é a arma mais poderosa que se pode usar para mudar o mundo”. Tal afirmação é cada vez mais evidente nos países do planeta. Destarte, os professores, mediadores dos conhecimentos escolares e universitários, têm um papel essencial na melhora do mundo. No entanto, com a surpresa da pandemia do novo coronavírus, houveram dificuldades em prosseguir com o calendário original. Apesar das adaptações já feitas, há muito o que mudar.

Segundo pesquisa da USP, os alunos aprendem menos na pandemia. Isso é um fato lógico, pois há muitas distrações quando se está em casa — quarto, televisão, geladeira e família. Ademais colar é muito mais simples e fácil, é só pesquisar na internet. Diante de tais empecilhos para  o aprendizado adequado, é preciso criar novas ferramentas de ensino e de avaliações, para que os alunos sintam vontade de assistir às aulas.

Nesse contexto, a criatividade e responsabilidade de recriar uma forma de educação proveitosa pesa sobre os professores, os quais passam pelas mesmas dificuldades que os alunos, visto que estão dando aula de casa. Assim, além de muitos já terem dificuldade de se acostumar com as plataformas online, ainda se preocupam com isso. Nesse cenário de impotência, unido aos problemas familiares relacionados à pandemia, muitos professores estão adoecendo mentalmente.

Dessa forma, reforça-se a ideia de que o aprendizado atual no modelo online não é eficaz. Assim, o MEC, em colaboração com professores e diretores das escolas, deve recriar um ensino que seja menos cansativo e mais proveitoso para alunos e professores. Outrossim, ele deve preparar, previamente, os professores com cursos online, para aprender a lidar com as novas ferramentas digitais. Desse modo, tanto os alunos, quanto os professores terão melhor qualidade de vida durante esse ínterim, até ser seguro o retorno das atividades presenciais nas escolas e universidades.