Os desafios dos professores em tempos de quarentena

Enviada em 24/11/2020

Na Grécia Antiga, o filósofo Heráclito desenvolveu o Princípio da Impermanência, ou seja, tudo está em constante metamorfose. Logo, em meio a uma pandemia que afeta o mundo inteiro e tem fortes consequências profissionais, pode-se observar as adaptações que estão ocorrendo. Diante dessa conjuntura, pode-se referir-se aos professores, visto que a demanda por inovação na arte de lecionar devido a Educação a Distância (EaD) obrigou-lhes a superar enormes desafios. Assim sendo, faz-se relevante abordar quais são as tais adversidades, bem como os métodos utilizados para superá-las.

Em primeira análise, é importante citar o dado exposto, em abril de 2020, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) que evidenciou uma dura realidade. Segundo a pesquisa, 25% dos brasileiros não têm acesso a internet, isto é, um a cada quatro indivíduos sofre com essa problemática. Além disso, a falta de amparo governamental para uma melhor qualificação docente dificultou a transição do papel para o computador dos pedagogos, haja visto que eles foram abruptamente surpreendidos pela necessidade de trocar o quadro e o contato humano por uma tela de computador e a virtualidade - que por muitas vezes facilitava para que o aluno ludibria-se o professor, em virtude da câmera e áudio desligados. Somados, o obstáculo tecnológico junto com a escassez da conexão física foram os principais ocasionadores de transtornos aos mestres, assim como exigiram uma rápida adequação.

Em segunda análise, transfigura-se como essencial mencionar o esforço e formas usadas pelos educadores na intenção de oportunizar o melhor aprendizado aos educandos. Diante desse contexto, os instrutores tornaram-se “youtubers”, editores de vídeos e artistas, isso tendo em vista que as aulas gravadas foi a ferramenta que melhor encaixou-se na realidade dos orientadores, além de serem uma excelente maneira de transferir conhecimentos aos discentes. E, foi desse jeito que a educação manteve-se funcionando, comprovando a sentença proferida pelo biólogo Charles Darwin: “Não é o mais inteligente que sobrevive, mas o que melhor se adapta às mudanças”. Nesse sentido, os professores usaram em favor deles o recurso disponível, a criatividade em prol do ensino.

Frente às discussões apresentadas, exibe-se como imprescindível o aprimoramento da qualificação dos mentores. Sendo assim, cabe o governo - federal e estadual - por intermédio do Ministério da Educação e Secretarias fornecer uma eficaz formação dos docentes, isso pode ser feito através de congressos educacionais organizados pelo Estado e colaborar-se-ia com a melhor aprendizagem dos alunos, já que os professores sofreriam com menos obstáculos. Essa ação tem como intuito mudar as mentalidades e artifícios usados no âmbito escolar, exatamente como disse Heráclito, metamorfose.