Os desafios dos professores em tempos de quarentena

Enviada em 06/01/2021

A Constituição Federal preconiza a educação como dever do Estado e da família. Porém, essa responsabilidade recai frequentemente sobre os professores, os quais enfrentam desafios constantes para garantir o desenvolvimento dos alunos em tempos de pandemia. Nesse contexto, destaca-se especialmente a tarefa do docente em manter o aluno na escola e a tarefa de evitar a defasagem educacional em tempos de isolamento social e ensino remoto motivado pela disseminação da Covid-19.       Inicialmente, menciona-se que, segundo a pesquisa “Juventude e a Pandemia do Corona Virus”, 30% dos jovens pensaram em deixar a escola devido à pandemia. Nesse sentido, é fundamental que professores inovem e desenvolvam novos métodos de ensino dinâmicos e que engajem os alunos. Dessa forma, aos educadores também é incubida a função de motivar os discentes e evitar a evasão escolar, problema que assolava o país mesmo antes da pandemia.

Adicionalmente, menciona-se que o ensino a distância dificulta e deixa lacunas de conhecimento na base educacional dos alunos. Isso ocorre porque aulas remotas prejudicam o contato do educador com o educando e, segundo o pedagogo Paulo Freire, a tarefa essencial do professor é se conectar com o aluno para que possa transmitir o conhecimento de uma maneira que faça sentido dentro da realidade deste. Desse modo, o docente não consegue perceber as dificuldades individuais dos alunos e o conteúdo é ensinado de maneira padrão e genérica, motivo este que também é um fator de evasão escolar.

Diante do exposto, nota-se que o surgimento do coronavírus impôs diversos problemas ao exercício do magistério. Assim, faz-se mister que, tendo como objetivo a melhora da qualidade da educação e diminuição da evasão escolar, o Ministério da Educação adote medidas para valorizar o professor. Isso pode ser feito por meio da oferta de um plano de carreira adequado, que atraia e retenha os melhores profissionais, bem como pela contratação de mais educadores, o que possibilita a formação de turmas menores e mais eficientes. Dessa maneira, poder-se-á suplantar as dificuldades resultantes da Covid-19 na educação e universalizar um ensino de qualidade.